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Mistura de gêneros deixa Overwatch dinâmico e divertido

Próximo lançamento da Blizzard Entertainment, anunciado durante a BlizzCon 2014, Overwatch tem tudo para agradar gregos e troianos. O jogo mistura elementos, comandos e estratégias de First Person Shooter (FPS) e Multiplayer online battle arena (Moba), mostrando potencial para atrair diferentes comunidades.

O myCNB teve a oportunidade de testar o game durante o evento, que acontece em Anaheim, nos Estados Unidos.

É simples entender o jogo: em um dos modos, duas equipes, de seis jogadores, se enfrentam em uma mapa futurístico em busca de um objetivo. Enquanto os attackers devem conquistar duas bases inimigas, o time que está na defesa precisa evitar a apróximação adversária.

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O FPS Overwatch é a nova aposta da Blizzard Entertainment para o mercado de games

Para os fãs de jogos de tiro, Overwatch dispõe de comandos clássicos do gênero. As teclas A, W, S e D servem para movimentação e a barra de espaço é usada para pular. Com os botões do mouse, é possível atirar ou utilizar o ataque básico do personagem. Nada diferente do bom e velho Counter-Strike, por exemplo.

O que diferencia Overwatch de um FPS como outro qualquer são as composições que podem ser montadas a partir das características dos herois. No momento, são 12 a disposição do jogador, mas outros serão adicionados ao longo da fase de testes.

Cada personagem tem habilidades distintas. Eles podem possuir quatro funções: ofensivo, defensivo, tanque ou suporte. Assim como em League of Legends, a escolha dos personagens tem influência no desempenho da equipe, pois de nada adianta escolher somente herois com alto dano, se não houver um companheiro para segurar os ataques adversários.

Como costumo jogar de Support em League of Legends, resolvi começar o teste de Overwatch com um personagem tanker (Reinhardt), mesmo estando no lado de ataque.

Reinhardt tem habilidades muito divertidas. Ele possui um escudo, ativado com o botão direito do mouse, que absorve grande quantidade de dano. Em alguns momentos, cheguei a ficar cara a cara com vários componentes do time adversário e, mesmo assim, não morri e ainda dei proteção aos meus companheiros que vinham atrás.

Com a habilidade "investida", Reinhardt avança em linha reta e leva os inimigos que encontrar pela frente até colidir com uma parede. Quem for pego sofre dano extremo, mas esse poder propicia momentos, no mínimo, cômicos. Em algumas vezes, usei a habilidade e, sem conseguir atingir ninguém, dei de cara na parede, literalmente.

Para quem gosta de Moba, os comandos de Overwatch são bem parecidos com os de League of Legends. Cada uma das habilidades é ativada com um botão diferente e há um tempo mínimo para que ela seja usada novamente (cooldown). O ataque mais poderoso do campeão, que pode ser comparado ao ultimate, fica disponível de tempos em tempos.

Na segunda partida que disputei na sala de imprensa, minha equipe passou para o lado defensivo. Os defensores saem antes da base e podem se posicionar perto da chamada área A, que é a primeira a ser dominada por quem está no ataque. Se perder esse território, a equipe da defesa deve ir para a área B e a defendá-la a todo custo, pois perdê-la significa derrota.

No segundo jogo, utilizei o defensivo Bastion, que tem uma metralhadora giratória para espantar os adversários e ainda pode se curar. Ele é traiçoeiro, pois, com uma das habilidades, é possível plantar minas, acionadas quando um inimigo se aproxima. Foi bem divertido, apesar de ter dominado menos os poderes dele do que os de Reinhardt.

O jogo é dinâmico e tem movimentação rápida, assim como o clássico Quake. O gráfico lembra muito Team Fortress 2. Overwatch me surpreendeu no trailer, apresentado durante a cerimônia de abertura da BlizzCon, e me ganhou no teste. Saí da sala querendo jogar mais. É diversão garantida.

* O jornalista Gabriel Oliveira viajou a Anaheim a convite da Blizzard Entertainment.