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Coluna do Philip #1: O que a liga de CS:GO na TV trará para o e-sport

Uma das maiores notícias que tivemos neste ano no e-sport foi o anúncio da E-League, liga criada em uma parceria entre a WME-IMG (falaremos sobre ela, o que mais fazem no e-sport e fora dele, além muitas outras coisas, na próxima coluna) e a Turner (parte da Time Warner), dona dos canais TBS, CNN, Cartoon Network, Esporte Interativo, HBO, entre outros, além de empresas como a Warner Bros.

A liga, que em 2016 será apenas de Counter-Strike Global Offensive e será transmitida na TBS nacionalmente nos Estados Unidos (ainda esperamos confirmação se também teremos transmissões pelo TBS Brasil/Space/Esporte Interativo aqui em nossa terra), marca a volta do esporte eletrônico à televisão quase oito anos depois da falência da Championship Gaming Series (CGS), liga muito mal gerenciada da DirecTV.

Por que isso importa tanto? Primeiro por mostrar a união entre duas gigantes da comunicação no mundo para realizar um projeto de e-sports, o que, juntamente com o fato de tantos grupos de Venture Capital estarem investindo em nosso mercado, demonstra o potencial do que estamos fazendo e já solidifica absurdamente onde devemos chegar em alguns anos.

Além disso, o evento é, por si só, a nova possibilidade que teremos de alcançar um público antes não alcançável na TV, com uma produção milionária e direitos de imagem e transmissão, com certeza, também milionários, além da premiação de US$ 1,2 milhão por temporada - serão duas em 2016.

Dando certo, a E-League se tranformará em um enorme case para todas as outras agências e, principalmente, transmissoras, possívelmente criando diversas ligas televionadas ao longo do ano, em canais diferentes, que aí deverão começar a brigar por direitos de transmissão de ligas já existentes, alavancando os valores que giram em torno de nosso mercado, aumentando nossa capacidade de alcance de novos fãs e elevando os patamares de produção de eventos à níveis que ainda não vimos.

É lindo pensarmos em crescer aos poucos, como nicho, dentro do nosso público e, dependendo dele, conquistar novos fãs aos poucos, mas uma explosão como essa, agora que já temos uma comunidade muito bem definida, é o passo para pularmos de cinco a dez anos de evolução anteriormente necessários, se dependêssemos só de streaming.

No Brasil estamos acostumados a isso, apesar de dependermos de um outro grande fator para um novo esporte explodir por aqui, que é o de um brasileiro ser campeão mundial. Nos últimos 20 anos foram muitos os esportes considerados "o segundo dos brasileiros", mais recentemente o MMA ou até o surfe novamente, com Gabriel Medina e Adriano de Souza, o Mineirinho.

Torceremos, então, para que essa liga dê muito certo e alcance números extraordinários na TBS e nas transmissões online, para que o mercado publicitário, o fã de esporte convencional ou até o gamer casual passem a se interessar muito mais pelo e-sport.

Voltamos a nos falar no dia 7 de janeiro. Até lá, um feliz Natal e um próspero Ano-Novo para todos nós! Restou alguma dúvida? Fale comigo no twitter @renanphilip e nos comentários aqui da coluna.

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* Renan Philip é diretor do Keyd Stars, uma das maiores organizações de esportes eletrônicos do Brasil. Foi coach e manager, tendo passado também pelo CNB e-Sports Club. É colunista do MyCNB desde dezembro de 2015. Escreve sobre negócios e marketing de e-sports nos dias 7 e 22 de todo mês.
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