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Coluna do bit #4: os acertos e os erros da MAX5 Invitational de CS:GO

Foi disputada, neste fim de semana, a MAX5 Invitational de Counter-Strike Global Offensive com as maiores equipes do Brasil. O local provavelmente será o templo do CS:GO no Brasil, visto que, em 2015, tivemos ótimas ligas e campeonatos, mas a maioria sendo realizada apenas pela internet.

Nesta coluna, escrevo um pouco sobre a experiência de estar no evento como cyber-atleta e também como público, já que fiquei assistindo às partidas dos outros times, enquanto eu não estava jogando.

Falando primeiramente como jogador, não tivemos nenhum problema. Toda a equipe sempre foi muito atenciosa com os jogadores. Tivemos que ir um dia antes para bater as fotos do profile da steam e para a transmissão do campeonato, nada que tomasse muito tempo.

No evento, o palco é confortável, mesas com bom espaço entre os computadores, cadeiras perfeitas. Os PCs não eram os mais tops, mas, mesmo assim, com um FPS bom e tranquilo de se jogar. Os monitores eram diferentes do que estamos acostumados a utilizar, mas todos com 144hz, perfeito.

Um dos pontos fracos do evento é o calor. Enquanto jogava, ficava muito quente. Além disso, o piso do palco tremia bastante quando um juiz andava atrás de nós, balançando as mesas. Todos sabemos que a MAX5 ainda não está 100% montada, mas ver toda essa estrutura sendo preparada e, com tão pouco tempo, funcionando de uma maneira de como todos nós sempre quisemos jogar aqui no Brasil faz com que a gente se anime bastante para a temporada 2016.

Como público, o evento me surpreendeu. Não estava esperando tanta gente assim assistindo ao campeonato, levando em consideração a Brasil Mega Arena (BRMA) de CS:GO, que quase não teve espectadores. Fiquei muito feliz de ver a quantidade de pessoas que foram até mesmo nos dias de semana. Vimos a plateia sempre com muitos espectadores.

O telão é bem grande para assistir, e o som do evento não teve nenhum problema. A transmissão, com mesa de análise, entrevistas antes e depois dos jogos no palco, tudo está funcionando 100%.

Os pontos fracos são (novamente) o calor e a falta de maior conteúdo para preencher as longas pausas entre as partidas. Isso deixaria o evento mais interessante. Mas houve pouco tempo para organizar. Quem assistiu à competição com certeza não se arrependeu. A proximidade com os jogadores foi muito legal. A maioria dos times estava entre a plateia enquanto não estava jogando, o que facilitou bastante para quem queria uma foto, um autógrafo ou apenas falar com um jogador que se admira.

Enfim, estou ansioso para ver essa arena montada. Para quem naõ sabe ainda, está funcionando apenas metade do galpão da MAX5 por conta de obras. Com certeza agora teremos uma arena para todos os tipos de campeonatos no Brasil, e isso ajudará muito os esportes eletrônicos a crescer. Caso não tenha ido nesta edição, participe das próximas que você não irá se arrepender.

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* Bruno "bit" Lima é jogador profissional de Counter-Strike Global Offensive e streamer. Representou as principais equipes brasileiras no Counter-Strike 1.6, tendo disputado várias competições internacionais ao longo da carreira, iniciada em 2001. Jogou League of Legends e participou de torneios nacionais. É colunista do MyCNB desde novembro de 2015. Escreve sobre Counter-Strike nos dias 10 e 25 de todo mês.
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