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Coluna do Rafael Pereira #7: A importância da alimentação para a performance

Que manter uma alimentação saudável é importante para nosso corpo, não é nenhuma novidade, porém, o que poucos levam em consideração é que a alimentação pode interferir também em nossa maneira de pensar. Como todas as outras partes do nosso corpo, o cérebro precisa estar bem nutrido, alimentado, para que funcione melhor e se desenvolva de forma saudável.

Ao ingerir alimentos que contêm muito açúcar, principalmente o refinado, nosso cérebro interpreta isso como uma bomba energética, fazendo com que ele exploda de atividade por um tempo curto.

Com isso, o corpo libera outra bomba, de insulina, para controlar essa energia toda. Essa energia, usada de forma muito rápida pelo corpo e pelo cérebro, logo decai, fazendo com que nosso rendimento diminua drasticamente e, como resultado, acabe criando e liberando gordura no corpo. Ou seja, além de fazer durar pouco tempo, a energia que o açúcar produz gera mais malefícios do que benefícios.

Nesse tempo que tenho trabalhado com jogadores de modalidades de e-sports, uma das coisas que mais vejo ser consumida é energético. Para ter ideia de como essa bebida atua no corpo, vamos primeiro levantar algumas informações: uma latinha de energético possui, em média, 13 colheres de chá de açúcar (TREZE!), além de cafeína, taurina e outros elementos energizantes.

sse açúcar de refrigerantes e energéticos não faz bem, conforme explicado acima. É um pouco diferente de açúcar mascavo ou demerara. Outro fator importante é que, conforme disse em uma coluna anterior, o nível de ativação do corpo é um fator muito importante para um jogador profissional. Ele precisa ter controle de quão ativo o sistema dele está. Quando um jogador ingere uma dessas bebidas energéticas, "super-ativa" o corpo, facilitando muito a aparição de uma ansiedade ruim, um nervosismo ou até momentos de branco durante um jogo.

Além de que o excesso da bebida provoca um pequeno tremor nos músculos, fazendo a pessoa perder o controle de motoração fina. Explicando em outras palavras: você não consegue mais controlar totalmente o mouse, porque sua mão vai tremer um pouco. E, imagina que legal um jogador num momento de tensão, que ele tá mais ativado do que o necessário e ainda sem controle direito do mouse dele.

Este é só um exemplo de alimento que pode fazer mal para os jogadores profissionais, mas claro que, gordura, açúcar refinado, excesso de sódio, entre outros, vão afetar o modo de sentir o corpo, de como o corpo reage aos estímulos. Isso tudo pode deixar o pensamento mais lento, uma vez que o cérebro não está nutrido o suficiente para trabalhar normalmente.

Agora é importante pensarmos no que podemos e devemos colocar no prato (e no copo) para melhorar tanto nossa saúde como ter uma mente mais saudável e tranquila.

Certos alimentos têm muitos nutrientes para o cérebro, como, por exemplo, as verduras verde-escuras: agrião, rúcula, couve, entre outros. Elas possuem grandes quantidades de vitaminas A, C, K e ácido fólico e são fontes de cálcio, ferro, fósforo, magnésio, potássio, fibras e clorofila. Outro nutriente muito importante é o DHA, crucial para a estrutura, o desenvolvimento e o funcionamento do cérebro, e que faz parte do Omega 3, encontrado principalmente em peixes de água fria.

Falando em água fria, água é um dos alimentos mais fundamentais. Não adianta você colocar os nutrientes que precisa para dentro do corpo se não tiver como levá-los para as partes que precisa, inclusive o cérebro. A água é importante para mantermos um equilíbrio saudável da mente e corpo. Lembre-se de beber pelo menos 2 litros todos os dias.

Espero que nosso assunto de hoje ajude você a rever um pouco sua alimentação e inserir novos hábitos no dia a dia, assim ajudando a manter uma mente mais saudável e melhorar também sua capacidade de aprendizado e, quem sabe chegar, mais rápido num nível profissional!

Abraços e boa alimentação!

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* Rafael Pereira é graduando de Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e criador de projeto de intervenções e pesquisa voltados para os esportes eletrônicos. É consultor em psicologia da equipe de League of Legends do CNB e-Sports Club. É colunista do MyCNB desde novembro de 2015. Escreve sobre psicologia nos dias 5 e 20 de todo mês.
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