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Coluna do DrPuppet #11: o retorno do El Clássico entre xPeke e Ocelote

Pela primeira vez na história da LCS, a equipe fnatic não foi capaz de se classificar para a final. O time perdeu para a G2 Esports por 3 a 1 na Semifinal. O interessante da fnatic ter perdido para a G2 é que isso deu a chance para um antigo classico do League of Legends Europeu retornar ao palco.

A gente está falando sobre o duelo dos dois jogadores espanhois mais famosos do cenário: xPeke contra Ocelote. Dessa vez, só um deles volta aos campos de batalha, mas os dois irão estar no palco como donos de organizações.

De onde surgiu o “El Clássico”

O clássico surgiu bem no comeco do competitivo, em 2011. Nessa época, o time da myRevenge foi comprado pela fnatic. A equipe tinha na line-up os jogadores Shushei, Cyanide, xPeke, LamiaZealot e Mellisan, enquanto ao mesmo tempo a SK Gaming adquiriu a line formada por Ocelote, Snoopeh, Wickd, Candy Panda e Nyph.

Essas duas equipes criaram vários jogadores talentosos e figuras públicas, mas o mais importante era a batalha das duas estrelas espanholas, xPeke e Ocelote. Em torneios, Ocelote nunca conseguia vencer xPeke e depois se tornou um dos streamers mais famosos, em 2011 e 2012.

Em 2011 as duas equipes se enfrentaram várias vezes e a rivalidade entre Ocelote e xPeke se firmou. O termo El Clássico sempre foi usado para os jogos em que essas duas equipes se encontravam, justamente por causa dos dois espanhois.

Os encontros dos dois chegaram ao fim quando Ocelote anuncio, em 2013, sua saída do SK Gaming para criar uma propria organização, chamada Gamers2 (hoje G2 Esports), enquanto xPeke continuou a ter sucesso com a fnatic até o final de 2014, quando saiu para fazer o mesmo que Ocelote, criar uma organização, que recebeu o nome de Origen.

O retorno do El Clássico

O clássico está voltando em alto nível. Quem tem a equipe mais forte? Será que a G2 Esports está um passo na frente das outras equipes europeias? Ou será que o fato de a Origen ter um 6ºplayer pode fazer a diferença neste momento importante.

A G2 Esports surpreendeu vários analistas ao redor do mundo, provando que eles sáo uma equipe bem forte. Não só terminaram a primeira fase em 1º lugar, mas também mostraram uma performance bem forte nos playoffs contra a fnatic. Eles mostraram que são um time bem flexível em termos de estratégias e também conseguem se adaptar bem durante uma série de md5.

Três coisas foram importantes nesta série. O Graves do Trick, o Ryze do Perkz e a adaptação do plano de jogo em relação à segunda partida, em que a fnatic ganhou, para o terceiro game.

A G2 Esports se mostrou forte em termos de ter se adaptado ao novo patch e conseguiu reconhecer a importância de Ryze nas teamfights. Além disso, eles entenderam que, para eles poderem executar a composicao com Ryze e Graves, precisavam banir a composicao de skirmish e split push da fnatic com a Nidalee e Ekko.

Na minha opinião, a G2 também se destacou pelo fato deles saberem como punir erros das equipes adversárias assim como os times coreanos. Com isso, conseguem pegar uma boa vantagem no early e mid game.

Enquanto isso, do outro lado, a Origen não teve um ótimo split. A equipe realmente demorou para se achar durante o campeonato e isso ainda apareceu na Semifinal.O time teve muito problema para achar uma estratégia que funcionava contra a H2k-Gaming.

Os três fatores decisivos para essa série foi o Amazing dando um step up no jogo dele, o uso do xPeke durante a séries e a escolha de composições de teamfight, que foi melhor do que a escolha da H2k que optou por split e skirmish.

Levando isso para o cenário da final fica algo bem interessante. A Origen tem jogadores bem emocionais, Amazing e o sOAZ. Jogadores que em um belo dia carregam os jogos e certos dias nada acertam. Um fator favorável para a Origen é de ter o 6º player. Numa final desse nível, ter um jogador que você pode trocar para atrapalhar a preparação do time adversário e também mudar o ritmo dentro da equipe para motivar os jogadores novamente é uma peça chave.

Eu acho difícil a Origen ganhar a final contra a G2 Esports. Esse split inteiro a G2 mostrou uma dominância no cenário europeu. O time não só destacou novos talentos, como provou que alguns jogadores antigos do cenário ainda estão em forma.

Imagino que o resultado para a final será de 3 a 1 para a G2 Esports, mas se eu aprendi uma coisa nessa história do El Clássico é que o xPeke sempre tem ótima performance em final. 

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* Alexandre "DrPuppet" Weber é analista e auxiliar técnico da equipe de League of Legends Last Kings, do Chile. Ele é nascido no Brasil, mas mora na Alemanha desde os 9 anos. Treinou o Kaos Latin Gamers (KLG) e levou a equipe à decisão do International Wildcard nesta temporada. É colunista do MyCNB desde novembro de 2015. Escreve sobre League of Legends europeu e latino-americano nos dias 15 e 30 de todo mês.
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