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Coluna do Rafael Pereira #12: Como unir a equipe em games coletivos

Counter-Strike, League of Legends, Smite e DotA. Uma coisa que esses jogos têm em comum é o fato que são jogos coletivos, ou seja, em equipes. Trabalhar em equipes nem sempre é fácil. Na verdade, eu diria que é muito mais difícil do que participar de uma modalidade individual.

Quando se está jogando sozinho, só depende de você ter o pensamento "campeão", foco e dedicação. Cabe somente a si essa cobrança, e quanto mais você quer, mais você pode usar isso como motivação. Porém, quando estamos em equipe, não é bem assim que funciona.

As pessoas têm maneiras, personalidades e hábitos diferentes, então como encaixar todas e fazer com que deem o melhor de si para que o time possa avançar?

Encontrar o fator em comum é importante, pensar o que faz daquelas pessoas aleatórias, um verdadeiro grupo, uma verdadeira equipe. Além da vontade de vencer, que é um comportamento que costuma ser inerente em atletas profissionais, também podemos procurar os pequenos gostos, hábitos ou atividades que as pessoas possam compartilhar, usando isso como força motriz para que o grupo consiga se reconhecer como um.

Quando ainda não se tem algumas atividades que os integrantes gostam, podem ser criados momentos para que eles possam se conhecer melhor, possam entender a realidade, história e o que leva o integrante a estar dividindo esse momento e time com ele.

Manter um grupo se reconhecendo ajuda a criar um vínculo mais forte, uma coesão maior dentre os membros. Quando esse grupo passa a estar coeso, com uma ligação entre os jogadores, a vontade de ganhar se transforma em conhecimento, em clareza, em desejo de estar com o colega ali e fazer por e com ele o melhor possível para alcançar o podium. Ele deixa de ser só um colega de trabalho e passa a ser um companheiro, alguém não apeans para dividir o fardo do treino, mas também para somar com a força de querer sempre melhorar.

Avalie se você também está sendo uma pessoa aberta o suficiente para que seu grupo se aproxime de você, não só você deles. Isso é uma boa análise para saber o quanto você conhece seus colegas e o quanto eles conhecem você!

Abraços! 

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* Rafael Pereira é graduando de Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e criador de projeto de intervenções e pesquisa voltados para os esportes eletrônicos. É consultor em psicologia da equipe de League of Legends do CNB e-Sports Club. É colunista do MyCNB desde novembro de 2015. Escreve sobre psicologia nos dias 5 e 20 de todo mês.
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