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Coluna do Djokovic #12: Análise das atualizações do patch 6.9 - Parte 1

E aí, pessoal! Depois de muito testar, refletir, discutir e conversar, finalmente estou lançando a análise, em três partes, das notas de atualização 6.9 do League of Legends. Lembrando que o enfoque será no funcionamento e possível viabilidade competitiva dos campeões e itens que sofreram mudanças. São projeções do que veremos nos próximos campeonatos.

Vamos à parte 1, com as importantes atualizações nos magos.

Vladimir
O que mudou?
O "novo" Vladimir agora tem mecânica similar aos dos burst mages. O "Q" gera acúmulos, causando mais dano, curando mais e concedendo velocidade de movimento no terceiro uso consecutivo. Além disso, o ultimate agora cura Vlad por inimigo atingido e o "E" foi refeito, tornando-se uma habilidade com lentidão em área.

Será viável competitivamente?
No estado atual, Vlad é um dos magos mais fracos entre os atualizados: é resistente com a build certa, mas a remoção dos itens que concediam vampirismo mágico o afetou mais do que se esperava. Já existem buffs para ele no PBE (servidor de testes), o que reforça a baixa possibilidade de aparecer nesses primeiros campeonatos.

Malzahar
O que mudou?
TUDO! Provavelmente o mais bufado dentre os magos atualizados. Imediatamente percebemos que seu antigo "W" foi incorporado ao ultimate, que passou a causar dano em porcentagem de hp EM ÁREA e não possuir cast time. O gameplay agora é bem focado nos Voidlings, que aparecem ao usar o "W". Além disso, a passiva é extremamente forte na laning phase, tankando bastante dano e tornando-o capaz de lidar com a maioria dos CCs do jogo.

Será viável competitivamente?
Não há dúvidas que Malzahar está bem acima da curva: o campeão não só tem o maior win ratio médio dentre os campeões do mid até o momento, como também vem obtendo muito sucesso na jungle. A capacidade de lidar com a maioria dos CCs do jogo, o alto dano em porcentagem, o bom scaling para o late game e o ultimate capaz de transformar picks em lutas excelentes garantem ao campeão espaço certo na tela de picks e bans das próximas competições.

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Malzahar sofreu drásticas mudanças e deverá ser usado nos torneios (Foto: Divulgação)

Cassiopeia
O que mudou?
Um dos pontos fortes da Cassiopeia sempre foi o early game: a campeã, no level 2, conseguia trocar e vencer a maioria dos adversários se acertasse o "Q". Apesar de o late game ter sido bufado (a passiva faz com que ela acumule seis itens, sem bota), em geral, a campeã se tornou extremamente "Clunky", mais lenta e mais difícil de utilizar. O "E" não é mais spamável em alvos envenenados e o "W" tem um range fixo estranho, que não pula paredes.

Será viável competitivamente?
Se Cassiopeia já era um pick situacional antes da atualização, com certeza se tornará ainda mais rara após ela. Apesar de possuir bons matchups contra Ryze e outros campeões de pouco alcance, dificilmente ela é uma escolha mais interessante do que outros mid laners.

Zyra
O que mudou?
Provavelmente o segundo dos magos que mais mudou, agora a passiva de Zyra faz com que sementes apareçam de tempos em tempos. Além disso, o "Q" mudou de formato (agora é retangular), tem maior alcance, mas causa menos dano. O ultimate não mais aumenta a velocidade de ataque de suas plantas, mas sim o dano total.

Será viável competitivamente?
Zyra é um caso complicado. Tanto como Mid laner como quanto Support, a campeã está afastada há anos do competitivo: os novos atrativos a tornam mais confiável, responsiva e útil, o que talvez não seja o suficiente para viabilizá-la. Sua principal fraqueza, a falta de mobilidade, pode ser abusada no meta atual. No entanto, ainda pode surpreender com builds que utilizem o dano contínuo de suas plantas.

Brand
O que mudou?
Brand sofreu duas mudanças mais notáveis: a passiva agora stacka até três vezes nos alvos, causando dano em área baseado em HP máximo quando acumulada (nota: a própria passiva aplica uma stack quando ativada!) e o ultimate prioriza melhor campeões já queimados, além de causar lentidão brevemente a seus alvos.

Será viável competitivamente?
Apesar de inicialmente ter sido considerado fraco, os números de Brand assustam, mesmo como Support. Escolher um campeão para abusar de seu dano em área é algo que mescla bem com o meta atual, que tem uma de suas bases em tanks iniciadores (Maokai, Alistar...) e ferramentas para isso (Sivir). Diversos jogadores profissionais admiram e querem usar o campeão há algum tempo...será agora o momento?

Vel'Koz
O que mudou?
Vel'koz não teve mudanças significativas em suas habilidades, mas o "Q" agora concede mana de volta para alvos abatidos, o que melhorou substancialmente sua fase de rotas. Tanto a passiva como o ultimate escalam melhor para o late game, mas o ult tem um condicional: causará dano real apenas em alvos que foram afetados pela passiva do campeão três vezes.

Será viável competitivamente?
Vel'Koz apareceu ao fim do 1º Split como uma resposta para o dominante (e problemático) Azir. É um campeão difícil de masterizar e dependente altamente da mecânica do jogador para acertar os skillshots. Nas mãos dos jogadores profissionais, pode aparecer em composições de siege/poke, como uma alternativa de poker com dano mágico.

Este é o final da primeira parte! Discutam suas experiências com esses campeões nos comentários! Fiquem ligados para as próximas partes nos próximos dias! Até lá!

Extra: Recomendo a HQ "Capuz: O sangue que vem das Pedras", da editora Panini. Parker é um herói pouco mencionado, mas de muita densidade psicológica. Ou seja, uma boa leitura para este meio de ano.

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* Thiago "Djokovic" Maia é treinador de League of Legends do CNB e-Sports Club e reconhecido como um dos maiores especialistas do game no Brasil. Foi cyber-atleta de 2012 a 2015, tendo passado por equipes como AceZone, RMA, Team United e INTZ.
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