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Coluna do Jukaah #1: O que a INTZ precisa aproveitar no bootcamp

Em uma época de férias para a maioria dos times, a atual campeã brasileira, INTZ, busca evolução em outra região.

Pouco antes do início dos Playoffs no 1º Split, a INTZ fez um bootcamp na Europa em um momento bem semelhante ao atual. Estamos em um período de meta shift, com mudanças bem bruscas, ainda mais para o modo de jogo da INTZ, que, na primeira etapa, passou pelo mesmo problema, e o bootcamp levou a equipe ao título.

Os brasileiros chegaram no dia 18 em Berlim, na Alemanha, e pretendem ficar 30 dias praticando. Eu vejo a Europa como o melhor "terreno" para a INTZ praticar um meta novo. Os times europeus têm como característica um early/mid game forte, com muita movimentação e "skirmishes" [pequenas lutas], que refletem bem o modo de jogo dos intrépidos. Com algumas mudanças em picks, a possibilidade de jogar contra G2, fnatic e H2k é, com certeza, a melhor e mais viável opção no momento, pelo modo de jogo que esses times têm em comparação a INTZ.

Como praticamente todos os times brasileiros estão de férias, após a conclusão do CBLoL, isso afetaria os treinos da INTZ. Hoje, vamos dizer que a preparação da INTZ sem o bootcamp seria treinar com RED Canids, Operation Kino, eChamp Gaming e Team Genesis, que disputaram as Séries de Promoção. Mesmo sem a mudança de meta, não podemos comparar o nível de treino brasileiro com o europeu.

Para o meta, podemos ver Tahm Kench, Trundle (como suporte novamente), Gangplank e até o "novo" Ryze. Todos são campeões de presença global ou de controle de lutas muito fortes, que podem ser agregados ao modo de jogo da INTZ, e ter um estilo um pouco diferente e pegar de surpresa os adversários nesse International Wildcard Qualifier (IWCQ).

Nessas mudanças, quem pode sofrer ou até se aproveitar um pouco mais é o Yang, com a grande quantidade de campeões que vai ter para a rota superior. Ja para a bot lane, não vamos ver tanta diferença, tirando a entrada de Trundle para suporte. O Tockers teve uma grande perda: o Azir. Com os nerfs, o melhor campeão do mid laner intrépido acabou caindo para uma tier 2 de opção. E o Revolta vai se manter com o meta de jungle padrão que o acompanha há muito tempo.

Mesmo com essa semelhança da mudança de meta shift da primeira etapa, o objetivo dos brasileiros agora é outro. Visando a vaga no Campeonato Mundial, a INTZ precisa absorver mais do que nunca toda a experiência europeia para finalmente conseguir um título de Wildcard, já que o retrospecto do time não é dos melhores no torneio internacional. Agora, a equipe brasileira vai contar com o fator de jogar em casa, junto à torcida.

É bom lembrar que o International Wildcard Qualifier terá a fase regular disputada em São Paulo, e as Playoffs, em Curitiba.

Obrigado a todo mundo que leu a minha primeira coluna aqui no MyCNB. Espero que a leitura agrade a todos. No meu canal do Youtube, posto bastantes vídeos falando sobre CBLoL. Até mais!

* Ednilson "Jukaah" Vargas é especialista em League of Legends e atualmente mora nos Estados Unidos, onde produz conteúdo multimídia sobre o cenário competitivo. Foi treinador de equipes brasileiras renomadas, como paiN Gaming, KaBuM.Black e Keyd Stars. É colunista do MyCNB desde julho de 2016 e escreve sobre o cenário brasileiro de LoL nos dias 25 e 10 de todo mês.
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