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Coluna do Jukaah #5: profissionalização do cenário de LoL é incompleta

Olá, meus caros leitores, tudo bom? Hoje quero dar minha opinião sobre a profissionalização pela metade do cenário brasileiro de League of Legends.

Com o início do CBLoL, algumas regras do circuito passaram a exigir dos times contratos válidos assinados pelos jogadores e um "salário mínimo" com o dinheiro que a Riot passa a organização, e tudo isso ajuda muito nosso cenário evoluir de forma correta. Mas nem tudo é feito de maneira certa. Até hoje vemos vários jogadores sem contrato ou falhas no contrato, falta de pagamentos de premiações e outros diversos problemas que poderiam ser comuns em 2013 e 2014, mas que, para 2016, são lamentáveis.

Podemos levar como base para isso o acontecimento do jogador Alanderson "4Lan" Meireles, que saiu da Remo Brave de forma que o caso foi parar na Riot e na ABCDE. Todo ano podemos ver pelo menos dois casos semelhantes a este, com as mesmas falhas: jogador sem contrato, contrato falho ou quebra do contrato por alguma das partes.

Com todos esses problemas, eu ainda consigo ver o quão amador a nossa região ainda é e, mesmo com o regulamento do CBLOL, passamos por situações como esta. Creio que isso só vai acabar quando a Riot realmente observar se todas as equipes seguem a regra e punindo os times de maneira mais eficiente.

Há algumas semanas, houve a criação da ABCDE (Associação Brasileira de Clubes de eSports), formada por vários times do País com a intenção de profissionalizar e diminuir todas essas falhas. Na minha opinião, é um erro terrível para um cenário tão amador ter uma associação de times que falha repetitivamente julgando casos e determinando coisas como, contrato, negociações e tudo que já era falho antes.

No caso do jogador 4LaN, "a ABCDE solucionou o caso em menos de 24h. Ficou acordado que "4Lan" tornou-se free agent (livre no mercado), deixando de pertencer à antiga line-up da Brave. Como contrapartida, o clube será recompensado com o valor equivalente à multa contratual do atleta – que receberá 20% do montante –, a ser descontado de sua futura equipe, se esta for associada à ABCDE".

Qualquer "solução" tomada em menos de 24 horas pode ser considerada precipitada, na minha opinião. Durante o caso tivemos noticias de que o jogador não tinha contrato, possuía problemas com pagamento de salário e, portanto, muita coisa precisava ser analisada antes de qualquer solução, que, neste caso, beneficia basicamente a organização e diminui a oportunidade de um jogador novo dar um "Up" em sua carreira em um time maior.

Eu falo com mais detalhes e dou minha opinião sobre os dois pontos no video que fiz no dia que o caso começou. Assista:

* Ednilson "Jukaah" Vargas é especialista em League of Legends e atualmente mora nos Estados Unidos, onde produz conteúdo multimídia sobre o cenário competitivo. Foi treinador de equipes brasileiras renomadas, como paiN Gaming, KaBuM.Black e Keyd Stars. É colunista do MyCNB desde julho de 2016 e escreve sobre o cenário brasileiro de LoL nos dias 25 e 10 de todo mês.
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Tags: colunista15, coluna do jukaah