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Coluna do Jukaah #6: campanha do INTZ no Mundial de League of Legends

Olá, meus queridos. Na coluna de hoje vamos falar um pouco sobre o Campeonato Mundial de League of Legends de 2016 para a INTZ.

Neste ano, a INTZ finalmente conseguiu representar o Brasil em um campeonato internacional que não o Wildcard. Com a vaga garantida, a equipe optou por ficar no Brasil, onde treinou até uma semana antes do início do Mundial, o que, comparado aos outros times, pode não ser a melhor preparação para um campeonato desse nível. No ano passado, a paiN fez um bootcamp na Europa por um mês e conseguiu um ótimo resultado, ficando a apenas uma vitória da classificação para as Quartas de Final.

Logo de início, a INTZ pegou a EDG, campeã da liga chinesa e uma das grandes favoritas ao título mundial, e conseguiu a vitória, mostrando qual a qualidade do time para o mundo. A primeira vitória acabou sendo a última, com péssima atuação de um modo geral nos dois próximos jogos. A INTZ acabou o 1º turno da Fase de Grupos 1-2, mas com boa possibilidade de classificação na segunda semana.

Para mim, a INTZ jogou o primeiro jogo no modo INTZ de jogar. Composição de early/mid game, criando jogadas, uma movimentação boa pelo mapa e sempre um passo à frente, ditando o ritmo do jogo. Um modo muito comum de jogar pelos brasileiros, ao qual estamos todos acostumados. O detalhe para mim foi nos dois jogos seguintes da primeira semana: optar por jogar de maneira mais reativa, em que você prefere responder uma jogada e não dar o primeiro passo, bem diferente de como a INTZ vinha jogando por muito tempo. Nesses dois jogos, a INTZ basicamente ficou na roda e perdeu o jogo sem qualquer contestação.

Para a segunda semana, fiquei esperando uma atitude bem semelhante ao primeiro jogo. Mas não foi o que aconteceu. Logo no primeiro jogo tivemos uma INTZ apática, com composição para late game e sem nenhum poder no early game. Mais uma derrota, mas não estava descartado o sonho da classificação, dependendo de duas vitórias seguidas, contra ahq e-Sports Club e H2k-Gaming.

No jogo seguinte contra a ahq novamente eu vi uma falta de ímpeto dos brasileiros e tivemos a derrota que nos tirou de um possível top 2. Na sequência, contra o H2k, já não valia mais nada e houve um resultado semelhante.

Eu não fiquei irritado ou alguma coisa do tipo com o resultado. Mas sabia que o time poderia ter uma performance melhor por conta do seu potencial. Não posso deixar de citar que o grupo do qual a INTZ participou, para mim, foi o segundo mais difícil. Podemos comparar a não classificação com outras grandes equipes deste mundial: como G2, Flash Wolves e Splyce, que são de regiões melhores e tiveram campanhas semelhantes. Olhando por esse lado, não foi tão feia a campanha, certo? E nitidamente o nível das equipes está cada vez mais parelho.

Agora a torcida ficará para nossos parceiros de Wildcard, a Albus NoX Luna, que está nos playoffs representado todas as regiões menores e mostra que uma identidade de jogo diferente pode ser uma ótima saída.

Obrigado a todos pela leitura, aqui embaixo tem um vídeo falando um pouco mais sobre essa campanha e outros pontos que eu acho relevante debater. Até o dia 25!

* Ednilson "Jukaah" Vargas é especialista em League of Legends e atualmente mora nos Estados Unidos, onde produz conteúdo multimídia sobre o cenário competitivo. Foi treinador de equipes brasileiras renomadas, como paiN Gaming, KaBuM.Black e Keyd Stars. É colunista do MyCNB desde julho de 2016 e escreve sobre o cenário brasileiro de LoL nos dias 25 e 10 de todo mês.
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