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Coluna do Djokovic #25: Sexta temporada do LoL termina em crescente

Chegamos ao fim do Campeonato Mundial de League of Legends. Em 2016, várias mudanças foram implantadas com o intuito de deixar o jogo competitivo mais interessante, a maior parte delas focada na selva e nos atiradores, forçando a adaptação dos jogadores às novas realidades.

Quando tudo parecia de certa forma "morto", alterações no início do jogo tornaram a famosa inversão de lanes muito mais fraca, revitalizando o começo e meio das partidas. Com isso, o meta evoluiu para um estado de jogo em que a laning phase é mais importante do que nunca.

Os pontos positivos neste meta são inúmeros: as estratégias de início de jogo estão bem mais diversificadas, já que a inversão acelerava e cortava efetivamente a fase de rotas de diversos campeões, o que viabilizou novamente escolhas como Kennen, Rumble e Jayce para o top, por exemplo. Os nerfs no feitiço Teleportar foram muito positivos, afastando os tanques dessa top lane e tornando mais atrativos outros feitiços para os mid laners, que, hoje em dia, em sua maioria, optam por Flash + Fantasma, o que acelera ainda mais o jogo em suas etapas iniciais, já que não existe um duplo medo de teleporte nas rotas laterais.

Outo ponto muito positivo é relativo às condições de vitória. Em metas passados, uma lane recebia mais atenção do que as outras e geralmente era a escolhida para que recursos fossem dispendidos, tornando o jogo relativamente "previsível". No meta atual, qualquer lane pode ser relativa a uma estratégia vitoriosa. Posso campar meu Jayce no top e aproveitar para snowballar seu início e meio de jogo, construindo itens de penetração? Sim! Posso aumentar a pressão ao redor do mid para possibilitar ao meu Aurelion Sol atuar nas side lanes? Sim! Posso campar minha bot lane, composta por Ashe e Zyra, e divar meus adversários, levando a primeira torre no processo? Sim! Resumindo, a escolha de como e onde ganhar é muito mais ampla.

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SK Telecom T1, da Coreia do Sul, venceu Mundial 2016 de LoL (Foto: Riot Games)

No entanto, pontos negativos também estiveram presentes: Nidalee e Syndra despontaram como campeões desbalanceados no meta atual, sendo banidos na maioria das partidas e escolhidos quando não banidos. A champion pool geral parece mais diversificada mas ainda tem problemas, por exemplo, no caso dos suportes, em que o único tanque que apareceu e convenceu foi o Alistar. A recompensa pela primeira torre destruída também é problemática, causando situações de snowball difíceis de voltar. Outro ponto complicado está nos dragões: os de Fogo e Montanha receberam toda a atenção, enquanto os restantes eram "opcionais", o que influencia nas partidas. Ter "sorte" nos dragões iniciais poderia selar um jogo.

Apesar de tudo isso, os pontos positivos pesam mais do que os negativos na balança. A nova dinâmica dos jogos faz com que a maioria seja decidida numa grande teamfight, diferente de metas passados, nos quais o split push era a chave para muitas vitórias. Os times que se provaram os melhores do mundo não estão abusando apenas da habilidade individual de seus jogadores, mas do trabalho em equipe e de movimentações. Um exemplo disso é a Albus NoX Luna, que surpreendeu a todos com um estilo mais pessoal e focado na sinergia de seus players, que não eram grandes estrelas individuais. A Albus também mostrou que escolhas como Anivia, Bardo, Brand e muitas outras que talvez não tivessem sido descobertas a tempo (como Miss Fortune suporte, que só apareceu na fase eliminatória) não são só viáveis como muito importantes competitivamente.

Definitivamente, a sexta temporada termina em uma crescente. Com o rework dos assassinos e ainda mais mudanças na selva como atrativos para a pré-temporada, tudo aponta não só para uma revitalização ainda maior do League of Legends competitivo como do jogo em geral.

Obrigado pela atenção! Dúvidas, críticas e comentários podem ser enviados logo abaixo. Até a próxima!

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* Thiago "Djokovic" Maia é analista de League of Legends do CNB e-Sports Club e reconhecido como um dos maiores especialistas do game no Brasil. Foi cyber-atleta de 2012 a 2015, tendo passado por equipes como AceZone, RMA, Team United e INTZ.
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