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Opinião: Surpreendente e de alto nível, Mundial de LoL divertiu como nunca

Como jornalista, eu costumo ter uma visão do copo meio vazio, admito, mas não há como negar, mesmo com o já incômodo domínio sul-coreano, que o Campeonato Mundial de League of Legends de 2016 foi um sucesso.

Divertir do início ao fim, como aconteceu nesta edição, é uma tarefa das mais complicadas para uma competição com um mês de duração e que tem vazios entre os dias de disputa. Os jogos e as histórias que os cercaram impediram que o torneio caísse no marasmo. Um tédio que seria perfeitamente possível diante da supremacia da Coreia do Sul, aumentada neste ano, com três representantes entre os quatro semifinalistas.

O Mundial 2016 começou especialmente interessante para os brasileiros por conta da surpreendente vitória do INTZ contra o Edward Gaming, da China, logo na 1ª Rodada da Fase de Classificação. O time chinês era a principal potência da chave e candidatíssimo ao título, mas, para delírio da comunidade nacional e espanto dos estrangeiros, caiu diante da equipe do Brasil. 

O resultado encheu de esperança aqueles que acreditavam na classificação de um time brasileiro para a Fase Eliminatória. Não deu. O desânimo com o INTZ nas cinco derrotas seguintes deu lugar à empolgação com a surpreendente performance do Albus NoX Luna, o outro classificado via International Wildcard Qualifier (IWCQ).

Coube à equipe da Rússia/Ucrânia a façanha de levar o Wildcard a passar de fase pela primeira vez na história. O feito, por si só, já seria incrível, mas ganhou simbologia ainda maior com as declarações do carismático Kirill "Likkrit" Malofeyev. "Ser azarão não significa ser perdedor", arrematou, em meio a frases motivacionais em uma entrevista pós-vitória diante do G2 Esports, da Europa, eternizado como um dos momentos mais marcantes deste Mundial.

Jogos eletrizantes e de alto nível técnico e resultados inesperados, como a derrota do SK Telecom T1 para o Flash Wolves, proporcionaram tanta diversão que fizeram com que a comunidade cravasse, antes mesmo de o torneio terminar, que se tratava do melhor Mundial de todos os tempos.

Nas Quartas de Final, ainda que tivesse a simpatia e a torcida de quase todos nós, o Albus NoX caiu para o H2k-Gaming. Foi essa fase, aliás, a mais chata de todo o campeonato. Os triunfos previsíveis de três coreanos colocaram em dúvida se, depois de tanta emoção, o restante da competição causaria sonolência.

Entretanto, na Semifinal, quem assistiu ao duelo entre SKT1 e ROX Tigers ficou longe de sequer piscar. Foi uma série eletrizante, equilibrada e que teve o fino do League of Legends.

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Palco da final do Mundial de LoL com reprodução do mapa impressionou (Foto: Riot Games)

Na decisão, que tive a oportunidade de assistir pessoalmente, no Staples Center, em Los Angeles, a primeira partida já valeu pelas finais dos anos anteriores, óbvias e insossas. O segundo jogo, com vitória fácil de Lee "Faker" Sang-hyeok e companhia, desanimou os norte-americanos na arena. O domínio do SKT1, agora campeão em três de seis edições do Worlds, seria sacramentado com um 3 a 0?

Não! O Samsung deu a volta por cima e, empurrado pelos gritos e pela vibração da torcida, conseguiu empatar a série, com duelos emocionantes. No fim, o SKT1 levou, mas o público que esteve no Staples Center e que acompanhou pelas streams pôde ver outro belo espetáculo de League of Legends, em uma cenografia de tirar os olhos. O mapa de Summoner's Rift reproduzido no centro do palco, com diversos efeitos visuais e informações do jogo, como número de torres e ouro, encantou a plateia (e a mim).

Foi a melhor final de todos os tempos, coroando o melhor Mundial de todos os tempos. Surpreendente, eletrizante, de alto nível e divertido como nunca. Teria sido perfeito se a Coreia do Sul não tivesse sido campeã de novo. Mas, desta vez, prefiro olhar pelo copo meio cheio e não pelo meio vazio.

* Gabriel Oliveira é editor-chefe do MyCNB


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Tags: League of legends, worlds2016, opinião, final worlds2016