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Coluna do DrPuppet #25: Big Gods montou time balanceado para o NA

O dia 15 de dezembro ficou marcado na história do e-sport brasileiro. O Big Gods, que comprou a vaga do Team Eanix, se classificou para o Challenger Series North America Spring 2017.

A equipe tem como treinador o brasileiro Jukaah, ex-Keyd Stars, e jogadores conhecidos, como o Solo Top RF Legendary, que defendeu o Renegades, e o Support KonKwon, antigo Support do Apex Gaming.

Mas quais são as chances da equipe montada por Jukaah para a disputa do 1º Split do circuito desafiante norte-americano?

Este Split do Challenger Series North America tem bons participantes já anunciados, como o Gold Coin United, que comprou a vaga que pertencia ao NRG E-sports. A equipe assinou com Locodoco, ex-treinador de Team Liquid e Team SoloMid (TSM), junto com jogadores conhecidos que já disputaram a LCS daquela região, como Fenix e Santorin. Até cyber-atletas que já disputaram a LCS Europe, como Gilius e Fox, estarão disputando a 2ª divisão norte-americana, representando o eUNITED.

Além de ter montado um elenco forte e ativo para a próxima edição do Challenger Series, o Big Gods conta com jogadores experientes e com potencial para se destacarem na competição. Começando pelo Solo Top RF Legendary, veterano no cenário norte-americano e que já esteve na elite do região.

O jogador, que streamava e fazia conteúdo relacionado ao jogo desde a criação, já está ativo no competitivo desde 2013. Ele atuou por vários times do cenário desafiante norte-americano, como Pulse Esports e Team Fear. Mas o destaque só veio quando o Solo Top entrou para o Misfits, que se tornou Renegades um pouco antes de entrar para a LCS.

RF Legendary já atuou ao lado de grandes nomes como o Jungler Crumbzz e o Mid Laner Alex_ich. Ele foi forçado a dividir posição por um tempo com Flarez por problemas de performance e por não conseguir adaptar a champion pool ao meta daquela época, até ser envolvido com outros jogadores em uma troca com o Team Dragon Knights.

Após a decisão da Riot Games sobre as duas equipes, o Solo Top voltou a streamar e trabalhar em seus problemas. Com certeza, o RF Legendary foi um bom pick-up para o Big Gods por causa da experiência que possui no cenário competitivo. Se ele for capaz de melhorar boa parte dos problemas que teve enquanto atuou pelo Renegades, poderá estar entre um dos melhores Solo Top dessa próxima edição do Challenger Series e ser um jogador decisivo para o BG.

Na outra solo lane, a equipe tem mais um veterano do cenário americano. Pekin Woof é um cyber-atleta que não só atuou com RF Legendary, no Team FeaR, mas também defendeu vários times dos tiers 2 e 3 americanos.

O Mid Laner só foi se destacar na última edição da 2ª divisão atuando pelo Dream Team. Na equipe treinada por Brokenshard, Pekin Woof se destacou durante todo o torneio. Mas o DT acabou não rendendo o esperado nos Playoffs.

Dando cobertura aos dois vem Wiggily na Jungle, uma revelação e um dos destaques do Scouting Grounds. Antes do Team Liquid draftar o Jungler para o evento, ele não era um destaque ou um player hypado por fãs e espectadores das diversas ligas do tier 3 norte-americano, O jogador só foi se destacar depois. Alguns dos fatores para isso ter acontecido foi a sua incrível maturidade junto com a qualidade como shotcaller, mesmo com pouca experiência dentro do cenário competitivo. Apesar de não ser conhecido por ter uma mecânica apurada, possivelmente irá crescer tendo Jukaah como treinador.

Para completar a line-up, tem a bot lane formada por Tails e Konkwon. Tails é um AD Carry que tinha se destacado durante o Challenger Series em 2014. Só que depois disso o jogador pausou várias vezes a carreira e não conseguiu achar o seu lugar em um time. Ele ficou como reserva do Team Liquid Academy por um tempo e atuou pelo Also Known As, do tier 3, em alguns torneios. Trata-se de um jogador sólido, que já tem uma certa bagagem, mas ainda um risco por talvez não conseguir lidar com esse tipo de competição por não estar no nível necessário.

O Support KonKwon é outro que tem muito a provar. Desde que estreou na LCS, atuando pelo NRG Esports, recebeu muitas críticas. O jogador de origem coreana mora desde 2014 nos Estados Unidos e atuou por outros times como Team Dragon Knights, Final Five e Team Coast no Challenger Series, nesses últimos anos. Por ser residente naquele país e saber falar coreano, KonKwon foi um alvo muito interessante para os times daquela região. Mas, no momento que precisou se provar, no Spring Split de 2016, não se destacou e foi jogar no circuito desafiante pelo Apex no segundo semestre deste ano.

Com problemas de confiança no próprio nível como jogador, KonKwon tinha anunciado a aposentadoria em junho deste ano, mas decidiu voltar e se destacou nos testes para o Big Gods. Apesar de não ser considerado atualmente um dos melhores Supports do cenário americano, tem experiência de LCS e isso será muito importante para o time. Junto com os outros veteranos Pekin Woof e RF Legendary, KonKwon sera capaz de montar uma boa base para os mais novos do time poderem crescer, principalmente seu companheiro de rota Tails.

Esta line-up do Big Gods pode não ser uma equipe que tenha nomes grandes, mas com certeza é um time forte indo para o torneio. Considerando a situação financeira e os outros times provavelmente investindo muito mais dinheiro para pagar os salários incrivelmente altos no cenário norte-americano atual, Jukaah montou uma line-up bem balanceada, completa de talentos nativos.

O maior problema que essa formação provavelmente terá durante o Challenger Series será o skill individual de cada um. Hoje, eles podem não estar no nível de LCS mas isso talvez pode nem importar tanto. Porque se tem uma coisa que Jukaah já provou várias vezes durante a carreira é que é capaz de fazer o time ser um perigo jogando como time, apesar de qualquer déficit individual.

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* Alexandre "DrPuppet" Weber é analista e auxiliar técnico. Ele é nascido no Brasil, mas mora na Alemanha desde os 9 anos. Treinou o Kaos Latin Gamers (KLG) e levou a equipe à decisão do International Wildcard na temporada passada. É colunista do MyCNB desde novembro de 2015. Escreve sobre League of Legends europeu e latino-americano nos dias 15 e 30 de todo mês.
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