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Famílias se reúnem na Regional em São Paulo

Há poucos anos, ver famílias unidas torcendo por times em uma disputa de jogo eletrônico era raro. Mas essa cena tem se tornado cada vez mais comum. Neste fim de semana, muitos familiares se reuniram no Espaço das Américas, em São Paulo, para acompanhar a primeira etapa da Final Regional Brasileira de League of Legends.

A servidora pública Sandra Costa, de 48 anos, é do Pará e estava de férias em São Paulo com os filhos Samuel Costa e Fernando Chagas, de 17 e 15 anos, respectivamente. Mesmo sem entender nada do jogo, ela prestigiou o evento com os garotos. “Está sendo surpresa para mim. Confesso que gostei do ambiente. Está bem legal! Se eu soubesse que seria assim tranquilo, eu talvez nem tivesse entrado, teria os deixado ficar sozinhos”, contou Sandra, completando que apoiaria caso um dos filhos optasse por seguir carreira de cyber-atleta.

Fernando, Samuel e Sandra assistiram aos confrontos deste sábado na Final Regional Brasileira

Diferentemente de Samuel, que joga há dois anos, Fernando se considera apenas um expectador assíduo. Para ele, acompanhar uma competição como esta traz a mesma emoção que qualquer outro esporte convencional. “É surpreendente. Eu achava que não fosse ter essa euforia do pessoal torcendo bastante, como se fosse uma partida de futebol. É espetacular o show”, ressaltou o jovem.

Se Sandra não conhece nada do jogo, a paulista Patrícia Ferreira, de 50 anos, já deu os primeiros passos no League of Legends graças ao filho Iago Ferreira, de 13 anos. O gosto pelo game surgiu depois que o menino começou a comentar em casa sobre o assunto.

Ela passou a acompanhar Iago nas competições e tomou gosto pela diversão. “Como ele não pode ir sozinho, a gente acompanha e acaba gostando”, disse Patrícia, que teve a primeira experiência em eventos do gênero na Brasil Game Show (BGS) do ano passado, quando aconteceu o Desafio Internacional.

Torcedor do CNB, Iago tem feito a mãe acompanhar cada vez mais o mundo de League of Legends

Na maioria das vezes, os fãs mais novos mostram o jogo para os mais velhos, mas, no caso do paulista Ronaldo Rocha, de 48 anos, a história é diferente. Foi ele o responsável por apresentar o League of Legends ao sobrinho Caio Arna, de 14 anos. “O prazer que eu tenho em trazer ele [Caio] hoje para um evento como este, com a riqueza de detalhes, é uma coisa muito bacana. O jogo realmente é muito interessante. Eu acredito que um jogo como este permite que qualquer pessoa, independente da idade, seja muito ativa. Realmente você estar aqui e ver um jogo de disputa de Campeonato Brasileiro ou mesmo em casa, jogando com amigos ou com pessoas que você nunca teve contato, é muito interessante”, destacou Ronaldo.

Depois de conhecer o League of Legends, Caio passou a se dedicar cada vez mais ao jogo, o que despertou a preocupação dos pais em relação aos estudos. “Às vezes meus pais falam que eu jogo demais, mas tudo depende da responsabilidade. Se você cumpre seus deveres e vai bem na escola, eu acho que você merece um tempo pra se descontrair um pouco com seus amigos, até porque eu acho que isso é importante e até ajuda nos estudos”, defendeu o estudante.


Apaixonado por games, Ronaldo mostrou League of Legends ao sobrinho Caio, de 14 anos

A Final Regional Brasileira de League of Legends acontece até domingo, no Espaço das Américas, em São Paulo. Segundo a organização, o público esperado é de 3 mil pessoas por dia. 


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