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Shini é banido do competitivo de League of Legends por elojob

O cyber-atleta Diogo "Shini" Rogê foi banido do cenário competitivo brasileiro de League of Legends por um ano pela prática de elojob - quando um jogador recebe dinheiro para upar o nível da conta de terceiros, o que é proibido pelas regras do jogo.

Com passagens por Keyd Stars e CNB e-Sports Club, Shini defendia o Keyd Wariors até o início do mês. O time disputa o Circuito Desafiante, ocupando a 5ª colocação do ranking, com 60 pontos.

Ele poderá continuar jogando os torneios do circuito de acesso, pois são promovidos por empresas parceiras da Riot Games Brasil. Entretanto, Shini está suspenso de competições oficiais, como o Campeonato Brasileiro (CBLoL), até 17 de março de 2016.

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Shini não poderá disputar os principais campeonatos do Brasil até 2016 (Foto: Divulgação/CNB)

"Gostaríamos de frisar que levamos as condutas dos jogadores muito a sério. Temos a responsabilidade de manter a qualidade e credibilidade do ambiente competitivo, e atitudes que comprometam isso não serão toleradas", escreveu o gerente de e-sports da Riot Games, Philipe "PH Suman" Monteiro no fórum de League of Legends, salientando ainda que a pena poderá ser aumentada caso o jogador continue envolvido em "qualquer tipo de ação que viole os termos de uso". A conta dele e as utilizadas irregularmente foram banidas permanentemente. O MyCNB tentou, mas não conseguiu contato com Shini na manhã desta quinta-feira (19).

O último cyber-atleta a ser suspenso por elojob foi o antigo Support do Jayob e-Sports, Marcelo "Riyev" Carrara, que recebeu a punição no último dia 23 e também está banido do cenário competitivo por um ano. Ele negou, em entrevista ao MyCNB, que tenha recebido dinheiro, mas admitiu ter jogado na conta de amigos.

Na época, a Riot Games explicou, em nota, que não faz distinção se o jogador foi pago ou não para upar a conta de terceiros, destacando que os termos "elojob" e "eloboost" foram criados pela comunidade. "O que nos preocupa é o impacto que esta ação causa na experiência dos demais jogadores e não se um jogador consegue algum lucro. Se um jogador realiza partidas ranqueadas na conta de um outro jogador, mesmo que não haja aumento do elo, ambos estão sujeitos a punição por Manipulação de Dados Ranqueados", disse a empresa ao MyCNB.

Outros casos

A Riot Games Brasil tem apertado o cerco contra os cyber-atletas que fazem ou fizeram elojob desde março do ano passado, quando suspendeu, por um ano, dezenas de jogadores profissionais, muitos deles conhecidos, como Bruno "Brucer" Pereira, André "esA" Pavezzi e Luccas "Zantins" Zanqueta. Em abril, Pedro "Ziriguidun" Ferreira, hoje treinador da KaBuM, e Matheus "Professor" Leirião, antigo coach do INTZ, também foram banidos.

Depois da etapa de São Paulo da Final Regional Brasileira de 2014, em julho, dois cyber-atletas do Ban Karma - Roberto “Beto” Alves e Kaoann “Floky” Martins - receberam a mesma punição, de um ano, pela prática de elojob.

* O texto inicial desta matéria dizia que Shini fazia parte do Keyd Warriors, conforme informou a Riot Games em comunicado oficial. Porém, a organização Keyd Stars salientou que Shini não está mais na equipe.


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Tags: League of legends, elojob, shini