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PH Suman: "Riot não pode interferir diretamente nas negociações"

As transferências de cyber-atletas entre equipes de League of Legends têm sido atrações à parte no cenário competitivo, chamando atenção principalmente pelas polêmicas recentes. E, apesar das relações litigiosas entre certos times, a Riot Games Brasil não pretende interferir nas negociações.

Foi o que afirmou o gerente de e-sports da Riot brasileira, Philipe "PH Suman" Monteiro, procurado pelo MyCNB após dois casos recentes que expuseram os problemas da falta de uma regulamentação mais rígida sobre as transações. "Legalmente não temos poder sobre os times, que são empresas independentes e decidem como preferem proceder em negociações", disse.

Em maio, o Jungler Gabriel "Revolta" Henud deixou a campeã do 1º Split do Campeonato Brasileiro (CBLoL), INTZ, para voltar ao Keyd Stars, a menos de dois dias para o encerramento da janela de transferências. Ele revelou, em entrevista ao MyCNB, que recebeu a proposta antes da decisão do CBLoL em Florianópolis. A mudança não só fez com que o INTZ corresse contra o tempo para encontrar o substituto como provocou uma onda de mudanças que atingiu outros times.

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Revolta (centro) deixou o INTZ após título brasileiro e acertou com o Keyd Stars (Foto: MyCNB)

Solução caseira, o Support Leonardo "Alocs" Belo saiu do INTZ Red para entrar na line-up principal. Mas antes a equipe tentou levar o Jungler Carlos "Nappon" Rücker e só não deixou o CNB e-Sports Club desfalcado porque a direção dos Blumers bateu o pé e não entrou em acordo com os administradores do INTZ. Para dar lugar a Revolta, o Keyd dispensou Lucas "Krow" Rabaça, que, por sua vez, tomou a posição de João Vitor "Zuao" Vieira no g3nerationX.

No caso mais recente, a KaBuM entrou na Justiça para cobrar pagamento da multa rescisória e indenização por danos materiais pela saída do AD Carry André "esA" Pavezzi, em uma ação com valor de R$ 95 mil. A organização acusa o Keyd Stars de aliciamento, porque não teria sido procurada para negociar a transferência do cyber-atleta. Já o Keyd se defende alegando que o próprio jogador foi quem pediu para sair da KaBuM e só depois acertou sua entrada na equipe. A confusão será decidida nos tribunais.

Na LCS, liga da América do Norte e Europa, diretores e cyber-atletas de uma equipe não podem negociar ou fazer propostas diretamente para membros de outro time. O dono dessa organização precisa ser primeiramente informado sobre o interesse para abrir negociação. Nesta semana, a Riot Games estendeu essa política para transações internacionais. "No caso de discussões sobre emprego que não foram sancionadas pela administrações das duas equipes, tanto quem está aliciando quanto quem está sendo aliciado estarão sujeitos a penalidades", anunciou a matriz da Riot Games.

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esA deixou a KaBuM sem acordo e se transferiu para o Keyd Stars neste Split (Foto: MyCNB)

Entretanto, no Brasil não há regulamentação específica para transações e, ao que parece, continuará não tendo, pelo menos por enquanto. "O regulamento do CBLoL é o instrumento que rege tudo que acontece na competição e determina uma data limite para que se efetuem transferências e as escalações sejam apresentadas, mas os times são organizações independentes e a Riot não pode interferir diretamente nas negociações entre elas", afirmou PH Suman por e-mail. "O que conseguimos fazer é recomendar boas práticas às organizações, com base na experiência de outras regiões, para evitar que tenhamos casos em que jogadores ou equipes se sintam prejudicados".

Porém, as mudanças e negociações repentinas às vésperas do fechamento da janela de transferências provocaram insegurança tanto nos times como nos jogadores. Hoje no Big Gods, Zuao perdeu a vaga no g3x por reflexo da entrada de Revolta no Keyd. "Assim como acontece em muitos esportes tradicionais, as equipes são livres para definir e apresentar suas escalações até o minuto final do prazo", defendeu o gerente de e-sports.

Nas respostas aos questionamentos do MyCNB, PH Suman ainda fez referência ao imbróglio envolvendo KaBuM e Keyd por conta da transferência de esA. "Claro que preferimos que os times cheguem sempre em acordos amigáveis, mas caso seja inevitável e algum dos envolvidos decida levar a discussão para a Justiça, é um direito e respeitamos isso. Acataremos qualquer decisão que a Justiça tome sobre disputas entre times/jogadores."


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Tags: cnb, League of legends, kabum, Keyd Stars, riot games, intz, transferências, cyber-atletas