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Conheça os donos das principais equipes de League of Legends do Brasil

Você provavelmente conhece muitos cyber-atletas, sabe o nome e acompanha o dia a dia deles, mas talvez não saiba quem são os patrões das equipes de League of Legends mais famosas do Brasil. Por isso, o MyCNB decidiu ir atrás dos donos dos oito times que disputam o 2º Split do Campeonato Brasileiro (CBLoL).

Os perfis dos chefões dos esportes eletrônicos variam. A maioria teve contato com games antes de virarem executivos, mas há aqueles que nem ao menos pegaram em mouse e teclado para jogar. De empresa familiar a gigante do comércio online, conheça os comandantes de CNB e-Sports Club, INTZ, INTZ.Red, Keyd Stars, paiN Gaming, g3nerationX, KaBuM.Orange e KaBuM.Black:

CNB e-Sports Club

fuzi-fury-cnb1Os irmãos  Cleber "Fuzi" Fonseca (esq.), de 24 anos, e Carlos "Fury" Júnior (dir.), de 27 anos, são os responsáveis pelo CNB e-Sports Club, que tem 14 anos de existência. Eles não fundaram a organização, mas a transformaram efetivamente em uma empresa. Tudo começou em 2002, quando Fuzi entrou no time de Counter-Strike 1.5 do CNB, criado em 2001.

Em 2008, o cyber-atleta ficou sozinho na line-up e, ao lado do irmão, que sempre gostou de games, mas não havia se envolvido no cenário competitivo, passou a administrar o CNB. Nesses anos, a organização teve representantes em diversas modalidades, mas foi no Counter-Strike que o CNB conquistou reconhecimento nacional, antes de se aventurar no League of Legends, a partir de 2012.

"De segunda a sexta-feira o meu trabalho se concentra em delegar tarefas para os responsáveis de cada área do CNB, acompanhar a execução dessas tarefas, estudar e criar novos projetos e tomar decisões. Aos finais de semana, acompanho os campeonatos e eventos de e-sports", conta Fury, que trabalha ainda na empresa da família.

Já Fuzi se dedica integralmente ao CNB. "Cuido de praticamente toda a parte operacional da empresa, como gerenciamento de nosso centro de treinamento e das equipes, decisões administrativas e desenvolvimento de novos projetos", afirma.

INTZ e INTZ.Red

lucas-formiga-intz2Diferente do CNB, no qual o amor pelos jogos veio antes da criação da organização, no INTZ os donos pensaram primeiro no lado comercial. A paixão pelo esportes eletrônicos surgiu após o envolvimento no cenário.

Os empresários Lucas Simon Almeida (esq.), de 30 anos, e Rogério "Formiga" (dir.), de 41 anos, são os donos da organização, criada em junho de 2014. Lucas até jogou Counter-Strike na adolescência, mas não foi por isso que decidiu investir nos e-sports. "A criação do clube foi por uma oportunidade de mercado após muito estudo. Realmente criamos isso por ser um business que julgamos de rápido crescimento e grande atração", revela Lucas, que é graduado em Propaganda e Marketing.

Formiga, que hoje é um torcedor fanático, "nem Pac Man jogou na vida", brinca Lucas. Ambos os donos do INTZ são empresários em outras áreas e se conheceram por meio de um amigo em comum. Mesmo sem ter jogado nenhum jogo antes, foi Formiga quem convidou Lucas para abrir o projeto.

"Diferente das outras empresas que tenho, e-sports é gestão. Dinheiro não faz a coisa acontecer. Há a necessidade de investimento de tempo e gestão pessoal. Acho que este é o maior diferencial dos outros segmentos", compara Lucas. Atualmente o INTZ conta com times em sete modalidades.

Keyd Stars

andre-edu-keyd1Dois amigos de escola, e hoje empresários, são os responsáveis pelo Keyd Stars: André Pontes (esq.) e Eduardo "Edu" Kim (dir.), ambos de 28 anos. Na época da adolescência a dupla dividia o tempo dos estudos com as jogatinas.

Edu se aventurava no StarCraft, jogo de estratégia da Blizzard Entertainment. Foi nesse game que o Keyd surgiu, inicialmente com o nome de iMbalanced. A mudança do nome foi uma homenagem ao tio de André,  que tinha o apelido de Keyd, quando faleceu. "Tivemos a ideia de criar a Keyd juntos em um bar bebendo cerveja (risos)", lembra Edu.

André é empresário do ramo de importação e exportação têxtil. Edu também tem outro trabalho além da organização, mas prefere não revelar qual. Ambos são tão apaixonados pelo Keyd que decidiram eternizar esse amor com uma tatuagem no braço.

Conhecedor do cenário competitivo, Edu até chegou a ajudar a equipe de League of Legends no 1º Split do CBLoL durante as escolhas dos campeões para as partidas, mas atualmente está focado integralmente ao setor administrativo da empresa, assim como André.

paiN Gaming

paada-paingamingArthur Zarzur, de 26 anos é o proprietário do paiN Gaming, uma das mais bem-sucedidas organizações de esportes eletrônicos do Brasil. Conhecido na comunidade pelo apelido de Paada, ele ganhou destaque nacional e até internacional por uma façanha no DotA: conseguiu vender um item raro por US$ 38 mil. O brasileiro conta que tem mais nove unidades do mesmo modelo e está esperando o momento certo para colocá-las à venda.

Paada começou jogar DotA competitivamente em 2008. Depois de passar pelas equipes semXorah e CNB e-Sports Club, decidiu criar seu próprio time. Foi aí que nasceu o paiN, que atualmente é representado no League of Legends, CrossFire e DotA.

"Estava com uma boa renda para investir na época e decidi arriscar. A principio foi mais como hobby mesmo, mas, com o crescimento e as oportunidades que surgiram, comecei a me motivar muito. Meus últimos cinco anos foram inteiramente focados na paiN e nos e-sports", conta Paada, que era investidor no mercado financeiro. Atualmente, o executivo mantém outros projetos, mas com o foco maior na organização, que tem cerca de 20 funcionários. "Sou o responsável por gerenciar todos os setores e o desenvolvimento da empresa".

g3nerationX

gaules1-g3xO responsável pelo g3nerationX é Alexandre "Gaules" Borba, de 31 anos, velho conhecido dos amantes do Counter-Strike. Antes de se tornar dono de time, foi jogador na época em que o jogo de tiro estava começando no Brasil, em meados de 2000. O g3x nasceu em junho de 2001 e, depois de ficar oito anos inativo, voltou neste ano, com um time de League of Legends.

Com g3x e Made in Brazil (mibr), Gaules participou de vários campeonatos internacionais de Counter-Strike, tendo inclusive sido campeão, como treinador, da DreamHack Winter 2007, em cima do SK Gaming, na Suécia.

Depois de parar de jogar, Gaules, que é formado em Marketing, deu início a projetos focados em esportes eletrônicos, como a Seleção Brasileira de Games (SBG) e a Brazil Gaming League (BGL), que continua até hoje. Ele também foi um dos idealizados da X5 Mega Arena e é dono da Agência X5, empresa de marketing voltada para e-sport.

 "Atualmente tenho feito um pouco de cada coisa [no g3x]. Me vejo como um "jogador" mais velho entre os meninos. Tento fazer o que está ao meu alcance para eles terem tranquilidade e as melhores condições possíveis para realizar o sonho deles. O g3x sempre foi uma equipe que preza muito a relação entre todos integrantes. O time sempre teve uma staff pequena e pretendo continuar assim", conta Gaules.

KaBuM.Orange e KaBuM.Black

leandro-thiago-kabumOs times KaBuM.Orange e KaBuM.Black pertencem à mesma empresa de e-commerce, a KaBuM, uma das maiores lojas online do País. A companhia entrou no League of Legends em agosto de 2013, quando contratou o Nex Impetus, em acordo intermediado pelo ex-cyber-atleta Bruno "bit" Lima, do qual era patrocinadora. Um ano depois, a empresa criou um segundo time, capitaneado pelo Support Martin "Espeon" Gonçalves.

Os irmãos Leandro Ramos (esq.), de 30 anos, e Thiago Ramos (dir.), de 34 anos, são os donos do grupo KaBuM. Eles são apaixonados por jogos. Leandro, por exemplo, joga Counter-Strike desde 2001. Foi justamente por gostar do jogo de tiro que ele resolveu investir nos esportes eletrônicos.

Atualmente há uma equipe responsável pelos dois times de League of Legends da organização, mas Leandro afirma que acompanha tudo e, por meio dos comentários dos fãs nas redes sociais, cobra uma posição dos treinadores dos times.

"Uma das razões em investirmos no e-sport brasileiro é que nos incomoda muito o Brasil, na maioria das vezes, ficar sempre um passo atrás em questões de tecnologia. Acompanhamos os cenários competitivos altamente profissionalizados no exterior e temos o desejo de acelerar essa evolução no Brasil. Como o KaBuM! é uma referência no setor e possui relacionamento com as maiores empresas de tecnologia do mundo, entendemos que nossa participação no cenário traria maior visibilidade e faria com que tanto outras empresas quanto o público vissem o e-sport como algo de extremo potencial", explica Leandro, que não perde uma partida sequer das suas equipes.


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