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Ex-jogadores de LoL contam o que estão fazendo após aposentadoria

Desde o início do League of Legends no Brasil, vários jogadores passaram pelo cenário competitivo nacional. Enquanto uns continuam na ativa, outros já encerraram as carreiras e entraram para a história. Mas o que será que os ex-cyber-atletas estão fazendo da vida após a aposentadoria? O MyCNB os procurou para saber.

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Piru

O ex-Support Victor "Piru" Pontes jogou de 2011 a 2013 e se destacou pelo Insight eSports, ao lado do Mid Laner Murilo "Takeshi" Alves, do Keyd Stars, do Solo Top Pedro "LEP" Marcari, da KaBuM.Orange, do Jungler Daniel "Danagorn" Drummond, da KaBuM.Black, e do hoje comentarista Gustavo "gstv" Cima.

Um dos pioneiros do League of Legends brasileiro, Piru não tem nenhum título de expressão no currículo. Em 2012, com o Insight, o jogador conquistou o 4º lugar no Campeonato Brasileiro (CBLoL), disputado na Brasil Game Show (BGS). Longe do cenário competitivo há dois anos, Piru fez faculdade de Hotelaria e atualmente, com 21 anos, trabalha em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

"Não me arrependo. Era o momento de parar e focar no meu futuro. Eu tinha acabado de perder meu avô e sou só eu e minha mãe desde então. Foi uma decisão dura, mas necessária. Ela precisava de mim para ajudar com os gastos em casa. Por outro lado, me sinto muito orgulhoso por ter feito parte do início, de quando a gente ficava entrando de site em site procurando patrocínio, de quando ninguém dava nada por nós e hoje ver os quatro companheiros de time ainda lutando pelo nosso sonho", disse Piru ao MyCNB.

venon-pain1Venon

Fábio "Venon" Guimarães pode ser mais conhecido pela comunidade do que Piru por ter iniciado a carreira em abril de 2013 e a encerrado um ano depois. Durante esse período, o Solo Top defendeu o paiN Gaming e foi campeão brasileiro de 2013 em cima do CNB e-Sports Club.

Depois que parou de jogar, Venon também voltou a estudar. Com 26 anos, ele cursa Tecnologia da Informação e está estagiando na área. Desde que o ex-jogador parou de competir, o cenário brasileiro cresceu bastante e a carreira de cyber-atleta está mais sólida. Porém, mesmo com toda a estrutura atual, Venon não pensa em voltar a jogar profissionalmente.

"Sinto vontade mais pelo jogo, porém, vendo algo para o futuro, parar de estudar e parar a vida só para isso... Sei que é uma área gigante e continua crescendo, mas acho arriscado", opinou Venon.

volcan-keyd-iem-agenciax5-1Volcan

O hoje professor universitário Diogo "Volcan" Neves começou a carreira no League of Legends em 2012, quando entrou para o Vince Te Ipsum Nox. Atuando como Jungler, ele foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro naquele ano ao lado do Solo Top Whesley "Leko" Holler, que se aposentou recentemente, e do Support do Keyd Stars, Caio "Loop" Almeida.

Depois do vTi Nox, Volcan, que é irmão do Mid Laner do Big Gods, Guilherme "Snowlz" Neves, passou por Insight eSports e Keyd Team, time pelo qual conseguiu um "incrível milagre" ao vencer o Incredible Miracle, da Coreia do Sul, na Intel Extreme Maters São Paulo, em janeiro de 2013. Volcan ainda se arriscou como treinador do Keyd antes de deixar de vez o cenário competitivo, no início de 2014.

"Logo quando parei de jogar, terminei meu mestrado em Engenharia e Ciência dos Materiais. Saí de Curitiba, vim para Goiânia morar com a minha namorada, que inclusive conheci jogando LoL, e atualmente sou professor universitário. Leciono para turmas de Engenharia e Arquitetura", contou Volcan.

A paixão pelo jogo ainda é carregada pelo professor, que é reconhecido por alunos que também jogam. Volcan disse que tem um time com mais quatro amigos e ainda se aventura nas disputas em Summoner's Rift. "Estamos planejando jogar alguns campeonatos online, mas é mais pela diversão mesmo", revelou, admitindo que sente falta das competições da época de cyber-atleta.

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Os fãs mais novos do CNB e-Sports Club talvez não conheçam Jonathan "j0w" Nascimento. O AD Carry estava na line-up (do CNB) campeã do primeiro torneio presencial organizado pela Riot Games Brasil, no lançamento do jogo no País, em agosto de 2012.

No ano passado o ex-jogador de League of Legends decidiu tentar carreira em outro jogo. Atualmente j0w divide a rotina diária entre estudos no turno da manhã e treinos à noite no Smite. Nesta semana, o time dele foi contratado pelo CNB.

"Vejo um cenário grande, não me arrependo de ter parado. Sinto que se tivesse continuado não teria chegado longe por falta de ânimo e vontade, sem contar que agora com minha nova carreira saindo do chão sinto que posso fazer parte de um crescimento maior do que faria no LoL", disse j0w.

rafes-keyd-lolRafes

Rafael "Rafes" Peres encerrou sua carreira de cyber-atleta, entre idas e vindas, em dezembro do ano passado, ao ser dispensado pelo Keyd depois de um retorno para substituir Gabriel "Revolta" Henud.

O ex-jogador começou no competitivo de League of Legends no Vince Te Ipsum  Ignis, em abril de 2012, ano em que conquistou o título brasileiro com a equipe. Durante sua carreira, Rafes defendeu vários times, como, por exemplo, Team 58ers, KabuM.Black e Jayob e-Sports.

Depois que parou de jogar, Rafes voltou para a faculdade e recomeçou o curso de Engenharia Ambiental. "Evoluí muito como pessoa e ganhei um dinheiro que foi essencial para mim, mas não me vejo fazendo isso para sempre", contou o ex-cyber-atleta, destacando que voltaria a jogar caso surgisse uma boa oportunidade, mas que, por enquanto, está focado nos estudos.  

halezHaelz

A carreira de Raphael "Haelz" Nether, hoje com 21 anos, como jogador profissional durou apenas seis meses. O ex-jogador não tinha vontade entrar no meio competitivo, mas em maio de 2013 recebeu o convite para ser o AD Carry do Keyd Team e não resistiu à proposta.

Ele conquistou o SoloMid Invitational, disputado pela internet, mas participou do fiasco do Keyd no Campeonato Brasileiro de 2013. Naquele ano, o time era favorito ao título e caiu na Fase de Grupos com derrotas nas três partidas disputadas.

Haelz teve rápida passagem pela KaBuM, em outubro, antes de decidir parar de jogar profissionalmente. Ele atualmente não está estudando, mas pretende ingressar na faculdade para cursar Psicologia.  

"Eu nunca quis jogar competitivamente, mas quando fui chamado para a Keyd, na época, foi uma proposta irrecusável. Eu desisti do competitivo porque eu estava cobrando muito de mim mesmo, e não estava mais feliz jogando League of Legends, porque deixou de ser diversão e virou uma obrigação", contou o ex-cyber-atleta, ressaltando que não voltaria mais a jogar como profissional caso surgisse uma nova proposta. 

O MyCNB procurou outros jogadores, como os ex-AD Carries Marcelo "owN" Shiwa, que preferiu não falar, e André "ManolinGuilder" Gomes, que não respondeu às mensagens. Curiosamente, os dois abandonaram as carreiras depois de defenderem o paiN Gaming. 



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Tags: League of legends, rafes, j0w, volcan, piru, venon