Siga o MyCNB  


  • Menu
  • Notícias
  • De banheiro a premiação, equipes fazem exigências para disputar torneios em 2016

De banheiro a premiação, equipes fazem exigências para disputar torneios em 2016

A partir de 1º janeiro de 2016, as principais equipes de esportes eletrônicos do mundo não disputarão campeonatos sem finais presenciais, com premiações baixas e que não paguem as despesas de viagem e hospedagem dos cyber-atletas. Para que participem das competições, os jogadores deverão ser acomodados em hotéis de pelo menos quatro estrelas e ter banheiros exclusivos, sem contato com o público, nos eventos.

Essas e outras demandas estão em uma extensa lista de exigências, assinada por algumas das mais importantes organizações de e-sports internacionais e enviada às empresas que promovem campeonatos de Counter-Strike Global Offensive, DotA 2, Heroes of the Storm e Hearthstone no cenário internacional. Competições de League of Legends não são citadas.

O representante das organizações é o diretor do Natus Vincere, Alexander "ZeroGravity" Kokhanovsky, que, em 2013, prometeu criar uma associação de equipes depois que o Na'Vi abandonou o Copenhagen Games daquele ano, insatisfeito com as decisões tomadas pelo comitê organizador. O e-mail que o executivo mandou às empresas, entre as quais ESL, DreamHack, Starladder, MLG, CEVO, JoinDotA, ESEA e ESWC, foi revelado pelo site E-Frag.

esl-one-katowice-2015-csgo-publico-esl
Equipes querem nivelar por cima os campeonatos dos quais participarão em 2016 (Foto: ESL)

Os times decidiram que não irão mais participar de torneios exclusivamente online, com exceção dos Estados Unidos, onde há poucos eventos em lan. Mas lá, os campeonatos disputados pela internet com um ou dois meses de duração deverão ter premiação de US$ 30 mil, enquanto os de três ou quatro dias precisam pagar US$ 10 mil.

Os torneios de CS:GO deverão contar com premiação de ao menos US$ 75 mil e, os de DotA, US$ 100 mil. Esses valores não incluem as despesas de viagem e hospedagem.

Os campeonatos precisarão arcar com todos os custos de seis pessoas (cinco jogadores e um manager/coach), podendo fazer as reservas antes ou dar o dinheiro até sete dias depois da competição. O montante a ser repassado depende da região de onde cada equipe sairá para competir. No manifesto, as organizações cobram que haja translado do aeroporto e salientam que o hotel precisa ter pelo menos quatro estrelas (uma abaixo do considerado luxuoso).

Para garantir que o repasse dos prêmios seja efetuado corretamente, as equipes pedem que os dados bancários sejam confirmados antes do evento com um diretor ou gerente geral da organização, e não apenas com os managers dos times. O dinheiro, aliás, deve ser pago em, no máximo, três meses depois do campeonato, de acordo com o e-mail enviado por ZeroGravity.

zerogravity-natus-vincere-hltv-org
Diretor do Natus Vincere, ZeroGravity lidera grupo de equipes de e-sports (Foto: HLTV.org)

Na lista de exigência dos jogadores constam: banheiro exclusivo para os cyber-atletas, sem acesso para o público; reserva de pelo menos três quartos de hotel no caso de seis pessoas viajarem; e transporte do hotel para o local do evento (caso seja muito distante).

Na hora do jogo, os cyber-atletas ainda querem a garantia de não jogarem mais de uma md3 e uma md5 por dia, igualdade de condições entre os participantes (mesmo tempo de descanso e aquecimento para todos), boas cadeiras, espaço nas mesas e área exclusiva para os competidores.

Por outro lado, as equipes se comprometem a divulgar os eventos, com posts em redes sociais e outras ações promocionais.

Entre as organizações que teriam concordado com as exigências estão Natus Vincere, Team Liquid, Counter Logic Gaming (CLG), cloud9, Virtus.pro, Team SoloMid (TSM), fnatic, Ninjas in Pyjamas, Titan e Team EnVyUs.

De acordo com a matéria do E-Frag, muitos cyber-atletas que representam essas organizações não tinham conhecimento das exigências que estavam sendo feitas em nome deles e das equipes que defendem.



Veja também:


Tags: dota 2, csgo, Counter-Strike Global Offensive, e-sports