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Confira os fatos mais marcantes do League of Legends brasileiro em 2015

Com o ano terminando, é hora de relembrar os principais acontecimentos da temporada brasileira de League of Legends, dando início à série de Retrospectiva do MyCNB. Em 2015, o Brasil ganhou uma liga, com jogos semanais em estúdio, teve uma Grande Final disputada em um estádio de futebol e ainda voltou ao Campeonato Mundial.

Entre tantos fatos importantes, o MyCNB selecionou os dez mais notáveis para relembrar. Confira:

10º - O 7 a 1 do League of Legends brasileiro

Se o futebol teve o seu 7 a 1, com a derrota do Brasil para a Alemanha na Semifinal da Copa do Mundo de 2014, o League of Legends sofreu uma derrota também vergonhosa no International Wildcard All-Star, em novembro, na Austrália. Com campanha irregular e precisando da vitória para avançar, a Seleção Brasileira perdeu para a Turquia de forma humilhante na última rodada, com 16 mortes e nenhum abate. O time, que era um dos candidatos ao título - e tinha cyber-atletas capacitados para isso -, acabou eliminado com um vexame.

9º - Idas e vindas de Revolta

O Jungler Gabriel "Revolta" Henud ficou em evidência em 2015, não apenas pela habilidade, mas principalmente pelas transferências que protagonizou. Ele passou por três mudanças entre Keyd Stars e INTZ.

Contratado pelo INTZ em dezembro de 2014, Revolta teve um primeiro semestre mágico, com direito a título do 1º Split do Campeonato Brasileiro (CBLoL) 2015 e vice International Wildcard Invitational (IWCI), na Turquia. No auge, o Jungler surpreendeu a todos ao decidir retornar ao Keyd, em uma das transferências mais polêmicas do cenário nacional neste ano. Em entrevista ao MyCNB, Revolta revelou que recebeu a proposta uma semana antes da Grande Final do 1º Split do CBLoL e admitiu que o salário maior e um plano de carreira estruturado pesaram na decisão de deixar o INTZ.

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Revolta (esq.) ao lado de Rogério "Formiga", um dos donos do INTZ (Foto: Riot Games)

Passados três meses, depois de um segundo semestre não tão bom quanto o anterior, nova surpresa: o Jungler saiu do Keyd e voltou para o INTZ. Em nova entrevista, o Jungler explicou que sentia saudade do INTZ. "Eu sentia falta de como as coisas eram feitas aqui e de como eu e os meninos conseguíamos fazer o time funcionar", afirmou, na ocasião.

8º - Brasil pelo segundo ano no Campeonato Mundial

Aos poucos, o competitivo brasileiro vai ganhando importância no cenário mundial de League of Legends. O primeiro passo foi a classificação da KaBuM para o Campeonato Mundial de 2014, após surpreendente campanha na Final Regional Brasileira.

Com a chegada do novo circuito de campeonatos e o aumento nos investimentos por parte das organizações, cresceu a expectativa de o País disputar mais uma vez o World Championship. Foi o que aconteceu em 2015: pelo segundo ano consecutivo, o Brasil contou com um time na mais importante competição do mundo.

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paiN foi o segundo representante do Brasil em Campeonatos Mundiais (Foto: Riot Games)

Campeão brasileiro, o paiN Gaming avançou pelo International Wildcard, cuja Grande Final aconteceu no Chile, ao derrotar o Kaos Latin Gamers (KLG) e chegou ao Mundial cercado de muita esperança. Os brasileiros não passaram para a Fase Eliminatória, mas saíram de Paris, na França, com duas vitórias, sobre Counter Logic Gaming (CLG), campeão da LCS North America Summer 2015, e Flash Wolves, vencedor da Final Regional de Taiwan.

7º - Brasil carrasco de campeões da LCS

A KaBuM não é a única equipe brasileira a ter no currículo o feito de ter vencido um campeão da LCS, a principal competição da América do Norte e Europa, no Campeonato Mundial.

No ano passado, Pedro "LEP" Marcari e companhia derrotaram e fizeram parte da eliminação do Alliance, que na época era o campeão europeu. Em 2015, o paiN chegou à última rodada da Fase de Classificação do Mundial já eliminado, mas surpreendeu ao vencer o Counter Logic Gaming, campeão da LCS, que também não tinha mais chances no torneio. Foi um duelo que não valia nada, mas que, no final das contas, serviu para que o paiN tivesse a melhor campanha de um time brasileiro (e de Wildcard) no Campeonato Mundial. 

6º - Francês é o primeiro estrangeiro campeão brasileiro

Contratado no início do ano pelo paiN Gaming sob olhar de desconfiança por boa parte dos fãs do time, o francês Hugo "Dioud" Padioleau fez história ao se tornar o primeiro cyber-atleta estrangeiro a conquistar o CBLoL.

Foi dada ao jogador a difícil missão de substituir o talentoso e carismático sul-coreano Kim "Olleh" Joo-sung. Dioud começou lento, com atuações discretas na campanha de 3º lugar da equipe no 1º Split do campeonato nacional, mas cresceu de produção no 2º Split, com performances convincentes e presença no dream team da Fase de Classificação e da Fase Eliminatória da competição.

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Pelo paiN, Dioud se tornou o primeiro estrangeiro campeão do CBLoL (Foto: Riot Games)

Dioud é o único estrangeiro campeão brasileiro, pois venceu o 2º Split. Também vencedores de torneio oficial da Riot Games Brasil, os sul-coreanos Park "Winged" Tae-jin (Jungler) e An "SuNo" Sun-ho (Mid Laner) venceram a Liga Brasileira - Série dos Campeões em 2014, pelo Keyd Stars. Mas esse campeonato não valia vaga no International Wildcard, equivalendo ao 1º Split do CBLoL da atualidade.

5º - Liga brasileira é criada

Foi em 2015 que o Brasil ganhou sua liga profissional de League of Legends, com a criação do Campeonato Brasileiro (CBLoL), em dois Splits, seguindo os moldes de ligas internacionais. Os campeões das duas edições tiveram classificação assegurada para torneios Wildcard.

Outra novidade que marcou a profissionalização do cenário brasileiro foi a inauguração do estúdio da Riot Games Brasil, em São Paulo, onde aconteceu a maioria das partidas do CBLoL. Somente as finais foram realizadas em outros locais. Com cabines para as equipes, mesas de narração e análise e área para entrevistas, o estúdio encantou pela beleza e funcionalidade. A transmissão por stream também recebeu atenção da desenvolvedora e teve nível altíssimo de qualidade.

4º - Mulher é inscrita no CBLoL

As mulheres conquistaram seu primeiro espaço no League of Legends brasileiro neste ano. Pela primeira vez, uma garota entrou para uma equipe profissional e foi inscrita para o CBLoL. Geovana "Revy" Moda ficou à disposição da KaBuM.Black no 2º Split, como substituta de Martin "Espeon" Gonçalves. Na época, Revy deu entrevista exclusiva ao MyCNB e falou sobre a experiência.

A jovem não chegou a disputar nenhum jogo na liga profissional brasileira, mas conseguiu mostrar seu valor ajudando, como titular, o Ownerd e-Sports a se classificar para a Série de Promoção do 2º Split.

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Revy foi a primeira mulher da história do LoL brasileiro a ser inscrita no CBLoL (Foto: MyCNB)

3º - Mídia dá espaço para os e-sports

Em 2015, o League of Legends invadiu a mídia brasileira. Portais tradicionais começaram a acompanhar mais de perto os acontecimentos, não só do LoL, mas também dos esportes eletrônicos. O primeiro passo foi dado em abril, quando o UOL Jogos passou a publicar matérias do MyCNB, em uma parceria bem sucedida, que dura até hoje. Desde então, outros veículos de comunicação abriram espaço para as competições de games: o Omelete criou a editoria de e-sports e a ESPN abriu a ESPN Games.

A modalidade teve espaço na televisão, como a participação da equipe do INTZ no programa “É de Casa”, da Rede Globo, em agosto, e o programa focado em e-sports, E-games, da RedeTV, que ficou na grade da emissora de maio a setembro deste ano.

2º - Briga judicial entre KaBuM, Keyd Stars e esA

Em 2015, o duelo entre KaBuM e Keyd Stars no League of Legends não se resumiu aos Campos da Justiça. Por conta da contratação do AD Carry André "esA" Pavezi pelo Keyd, a direção da KaBuM deu início a uma longa briga judicial, em maio, solicitando indenização de R$ 95.506,08. Foi a primeira ação do tipo na história do esporte eletrônico brasileiro.

O processo atualmente se encontra na Justiça do Trabalho, após o juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 1ª Vara Cível de Limeira, entender que a situação  "em muito se assemelha aos contratos de jogadores de futebol, contratados para disputar campeonatos por determinadas equipes". 

O cyber-atleta foi contratado pela KaBuM em dezembro do ano passado, quando ainda estava banido pela prática de elojob. Por isso, quando estivesse liberado, a organização de Limeira esperava contar com o AD Carry, o que não aconteceu. Por conta dessa polêmica transação, nunca vista antes no Brasil, e de outras, a Riot decidiu regulamentar as negociações entre organizações e aderiu à política antialiciamento internacional

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Entrada de esA para o Keyd resultou em ação judicial iniciada pela KaBuM (Foto: MyNCB)

1º - Final em estádio de futebol

Se muitos classificaram como grandiosa a ideia da Riot Games Brasil de realizar a Grande Final da Regional Brasileira de 2014 no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, o mais importante ginásio de esportes do País, se surpreenderam com a decisão de levar a decisão do CBLoL 2015 para o Allianz Parque, em São Paulo.

O estádio de futebol do Palmeiras é atualmente um dos mais modernos do País e recebeu 12 mil fanáticos por League of Legends para assistir ao embate entre paiN Gaming e INTZ, valendo o título brasileiro. Com clima de final de Copa do Mundo, cantos de torcida e histeria coletiva, o confronto está marcado como o maior evento dos esportes eletrônicos no Brasil até hoje.

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Final do CBLoL 2015 aconteceu no estádio Allianz Parque, do Palmeiras (Foto: Riot Games)

* Com colaboração de Gabriel Oliveira


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Tags: League of legends, retrospectiva 2015, fatos marcantes