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Donos de INTZ e RED Canids são suspensos do League of Legends

Depois de dizer que INTZ e RED Canids estavam cumprindo o regulamento, a Riot Games Brasil anunciou nesta terça-feira (12) a suspensão por um ano dos donos das duas organizações de League of Legends, cujos quadros societários têm parentescos.

De acordo com comunicado da desenvolvedora, os sócios-proprietários do INTZ, Lucas Simon Almeida e Rogério Rodrigues de Almeida, o "Formiga", e os donos do RED Canids, Dinara Guzairova e Luan Rodrigo Florencio de Almeida, estão proibidos de comparecer ao estúdio do Campeonato Brasileiro (CBLoL) ou aos eventos da Riot como representantes das equipes até 16 de janeiro de 2017. Além disso, os quatro não poderão representar a organização perante os oficiais da competição. Outros profissionais deverão ser designados para isso.

A Riot determinou ainda que o time INTZ ou o RED Canids deve ser vendido ou cedido a "uma organização comprovadamente independente" até o meio-dia de sexta-feira (15). Caso contrário, os jogadores da equipe que ceder sua vaga poderão ser contratados e inscritos no CBLoL 2016 por outras organizações sem penalidade de pontos até o dia 31.

A organização INTZ perderá o dinheiro da premiação e dos direitos de imagem, implantados a partir desta temporada, sendo que os valores serão integralmente repassados aos jogadores da equipe.

Apesar de terem CNPJs, nomes e quadros societários diferentes, como determina a regra imposta pela Riot para 2016, as duas organizações possuíam íntima relação. Isso porque as pessoas registradas como sócias do RED Canids, que adquiriu cyber-atletas do INTZ.Red, são parentes dos donos do INTZ. Dinara é namorada de Lucas, e Luan é filho de Formiga e inclusive estava inscrito como reserva do INTZ no 1º Split do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) 2016.

Apresentado como administrador do RED Canids, Caique Henriques trabalhava, até a temporada passada, no marketing do INTZ, cuidando também das redes sociais da equipe. Ele costumava acompanhar os jogadores no estúdio da Riot em São Paulo para assistir aos jogos dos dois times do INTZ no CBLoL do ano passado.

"Após investigação detalhada, os Oficiais da Temporada 2016 verificaram que há vínculos evidentes e incontestáveis entre as duas equipes (laços familiares entre sócios, mesma pessoa ocupando posições em duas equipes, entre outros), e que vão contra o espírito da regra acima", disse a empresa.

No comunicado da punição, a Riot Games anunciou que a Regra de Múltiplas Equipes "será revisada de forma a proteger ainda mais a integridade do campeonato".

Depois do anúncio, o MyCNB questionou a Riot brasileira, por meio da assessoria de imprensa, porque a criação do RED Canids havia sido validada, visto que tinha, além de parentescos com o INTZ, uma pessoa da administração inscrita por outro time, o que é proibido. Em nota, a empresa deu a entender que não chegou a checar o quadro societário da nova organização. "A antiga administração informou à Riot Games que um grupo de “investidores anônimos” havia adquirido a equipe. Dado que a RED Canids possuía razão social e CNPJ diferentes, a inscrição da equipe foi inicialmente aceita. Uma vez que o quadro societário da mesma foi revelado, iniciamos a investigação", respondeu.

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Lucas Almeida (esq.) e Rogério Formiga estão suspensos do CBLoL até 2017 (Foto: MyCNB)

Entenda

Os nomes dos proprietários do RED Canids vinham sendo mantidos em sigilo desde o anúncio da criação da equipe, em 17 de dezembro. Na ocasião, a organização disse que havia sido comprada "por um grupo de investidores". Porém, nos bastidores, donos de outros times do CBLoL desconfiavam de irregularidades e mostravam-se incomodados com o mistério em torno dos proprietários da organização. 

Quando a relação de parentesco entre as duas empresas veio à tona, na quinta-feira (7), por meio das redes sociais, do MyCNB e do site Omelete, donos de cinco organizações se juntaram e anunciaram a intenção de seus times não disputarem o CBLoL caso a Riot não investigasse o caso e punisse os envolvidos. Em declaração ao site Omelete, o gerente de e-sports da Riot Games Brasil, Philipe "PH Suman" Monteiro, disse que "no momento", as equipes estavam "dentro do regulamento". "O que fazemos é exigir que as organizações tenham nome, CNPJ e quadro societário totalmente distinto umas das outras e essa exigência que fizemos, eles cumpriram", afirmou.

Na sexta-feira (8), o MyCNB e o Omelete revelaram uma mensagem em conversa privada em que o dono do INTZ Lucas Simon Almeida dizia aos cyber-atletas do INTZ.Red que, após criar um plano com a Riot, a equipe não seria vendida. "Na verdade, vamos investir ainda mais em vocês e devemos apenas mudar de nome e colocar mais pessoas para ajudar na gestão", escreveu o executivo, em 21 de julho de 2015, às 23h42. A medida de restringir o número de equipes por organização competindo no CBLoL havia sido anunciada oficialmente em maio. 

Questionada pela Reportagem, a Riot Games negou "veementemente qualquer forma de acordo com qualquer equipe, ainda mais um acordo que infrinja a ética, a integridade ou as regras estabelecidas", admitindo, nas entrelinhas, pela primeira vez desde o início da polêmica, que a relação entre INTZ e RED Canids não estava dentro das regras. No sábado (9), a empresa informou abertura de investigação para apurar o caso.


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Tags: League of legends, intz, red canids