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Riot Brasil admite erros no caso RED Canids: "Pisamos na bola"

Depois de investigar e punir os times de League of Legends INTZ e RED Canids, a Riot Games Brasil admitiu que errou em permitir a transação entre as organizações. Em comunicado nesta quarta-feira (13), o gerente sênior de e-sports da empresa, Fábio Massuda, admitiu que as regras impostas para o desvínculo das equipes-irmãs tinham falhas e serão reformuladas.

"Me sinto muito mal, porque pisamos na bola duas vezes e isso gerou um baita problema", escreveu Fábio. De acordo com o executivo, o primeiro erro da empresa foi ter deixado o texto do regulamento com brechas.

"Apesar dos vínculos entre INTZ e RED Canids irem contra o espírito da regra, eles não estavam detalhadamente descritos nela. Vale ressaltar que, como dissemos em comunicado, iremos revisá-la para protegermos ainda mais o campeonato", contou, acrescentando que a Riot sempre "pautou seus relacionamentos com base na integridade e na boa fé". Isso "significa que, desde o início de um relacionamento, a gente sempre tenta acreditar e confiar em todos".

fabio-massuda-riotgames-divulgacaoFábio Massuda admite erro e Riot irá reformular regra das equipes irmãs (Foto: Divulgação)

Fábio disse ainda que a Riot errou pela segunda vez ao permitir a inscrição da RED Canids sem que a organização apresentasse todos os detalhes de seu registro. "A RED Canids enviou sua inscrição no dia 15/12, declarando razão social, CNPJ e diretor responsável, porém sem o quadro societário. Assim como em toda a metade final de 2015, foi nos dito que 'investidores anônimos' seriam os donos do time e que seriam revelados em breve. Num espírito de boa fé, por acreditar que não haveria um problema no quadro societário, aceitamos inicialmente a inscrição", explicou.

MyCNB e Omelete revelaram, na semana passada, que os sócios do RED Canids são parentes dos donos do INTZ. Dinara Guzairova é namorada de Lucas Almeida Simon, e Luan Rodrigo Florencio de Almeida é filho de Rogério Rodrigues de Almeida, o "Formiga". Os quatro foram suspensos por um ano de todas as atividades ligadas aos e-sports.

"Foi a segunda pisada na bola, porque deveríamos ter impedido a inscrição, e pedido e avaliado os quadros societários de todas as equipes, mas confiamos que não haveria problemas", disse a Riot. No início da polêmica, o gerente de e-sports da Riot brasileira, Philipe "PH Suman" Monteiro, chegou a dizer ao site Omelete que INTZ e RED Canids estavam cumprindo o regulamento, inclusive no que se referia ao quadro de sócios.

Diante da situação, cinco times do Campeonato Brasileiro (CBLoL) 2016 ameaçaram não participar da competição se o caso não fosse apurado e os envolvidos, punidos. Os clubes ainda não se pronunciaram após a punição imposta a INTZ e RED Canids.

Para finalizar, Fábio pediu desculpas e ressaltou que as últimas semanas foram as mais difíceis de todos os 15 anos de carreira. "Na evolução de engatinhar-andar-correr, a gente tropeça às vezes. Cai, se machuca. Mas sem isso, a gente não cresce. E temos certeza que, por mais que algumas decisões sejam doloridas, a gente quer continuar investindo muito em e-sports e ver esse cenário evoluir cada vez mais". 

Caso Loop e paiN

O gerente de e-sports também se pronunciou sobre o caso de aliciamento envolvendo o ex-Support do INTZ Caio "Loop" Almeida e o paiN Gaming, revelado com exclusividade pelo MyCNB em dezembro do ano passado.

Após investigação, a Riot Games Brasil puniu o paiN, que perderá o dinheiro da premiação do 1º Split do CBLoL 2016, independentemente da colocação final, e dos direitos de uso de imagem. Desta forma, os jogadores da organização seriam lesados, entretanto, Fábio revelou que a Riot passará o dinheiro direto para os cyber-atletas, assim como decretou na punição para INTZ. Em entrevista à ESPN, o dono do paiN, Arthur "Paada" Zarzur, negou o aliciamento e disse que iria recorrer da punição.

"Como os jogadores da paiN nada têm a ver com o caso também, toda a premiação e direitos de imagem que forem retirados da paiN na Primeira Etapa serão repassados aos jogadores. Já havíamos informado isso à paiN anteriormente e vamos esclarecer melhor no comunicado da punição no nosso site", disse.

Quando anunciou a punição para o paiN, o atual campeão brasileiro, a Riot Brasil não divulgou provas, como, aliás, é de praxe da empresa, apesar de garantir que investigou e comprovou o aliciamento. A comunidade criticou a empresa e cobrou que a provas se tornassem públicas.

"Para a Riot, não resta dúvida de que houve uma infração dessa regra [de aliciamento] por parte da paiN. Por que a gente puniria um time sem provas, correndo o risco de haver um processo legal contra a gente? Como eu escrevi, não tomamos decisões sem convicção e sem provas contundentes. Por que a Riot puniria o time mais popular do Brasil e o que teve a melhor performance em um Mundial? Não quisemos punir. Tivemos que punir", pontuou.

De acordo com Fábio, a empresa não divulga provas para preservar as pessoas envolvidas. "Adoraríamos poder mostrar todos os detalhes e as provas (isso nos evitaria um bombardeio de críticas e dúvidas), mas temos que preservar as pessoas", destacou, acrescentando que todas as decisões são tomadas por um grupo de sete pessoas, rioters do Brasil e dos Estados Unidos. 


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Tags: League of legends, intz red, red canids