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Por imbróglio com RED Canids, times do CBLoL deixam de treinar com INTZ

A relação entre o INTZ e a antiga administração do RED Canids continua tendo consequências nos bastidores do League of Legends nacional. Cinco equipes do Campeonato Brasileiro (CBLoL) 2016 não estão treinando com Gabriel "Revolta" Henud e companhia desde a semana passada, por determinação das direções, por conta da polêmica.

O grupo formado por paiN Gaming, Keyd Stars, g3nerationX, CNB e-Sports Club e KaBuM decidiu, em conjunto, não marcar treinos com o INTZ, como forma de represália à atitude dos diretores do INTZ, que, apesar de terem que se desfazer de uma de suas equipes (INTZ ou INTZ.Red) para cumprir o regulamento que passou a proibir equipes-irmãs nesta temporada, repassaram o time liderado por Bruno "Brucer" Pereira para parentes.

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Donos do INTZ haviam passado jogadores do INTZ.Red para parentes (Foto: MyCNB)

O RED Canids tinha como proprietários Dinara Guzairova, namorada de Lucas Simon Almeida (dono do INTZ), e Luan Rodrigo Florencio de Almeida, filho de Rogério Rodrigues de Almeida, o "Formiga" (o outro dono do INTZ). Os quatro foram suspensos por um ano de todas as atividades de e-sports pela Riot Games Brasil, e o RED Canids acabou vendido para o chefe do evento Brasil Mega Arena (BRMA), Felippe Corradini.

"Quando todo mundo descobriu o que realmente tinha acontecido, as pessoas que têm time e que investem tempo, dinheiro, amor e paixão para fazer o cenário crescer começaram a perceber que tem pessoas nesse meio que não estavam com o mesmo espírito", alfinetou o dono do g3nerationX, Alexandre "Gaules" Borba, ao explicar a decisão de não treinar com o INTZ. "Se você tem pessoas que não estão agindo de boa fé, nada mais justo do que os times terem essa opção de simplesmente não querer colaborar".

Mais do que a tentativa de burlar as regras, que estipulavam que as novas organizações deveriam ter CNPJs, razões sociais e quadro societários diferentes, os responsáveis pelas equipes do CBLoL ficaram incomodados com o fato de a direção do INTZ ter escondido os nomes dos "investidores secretos" que teriam comprado o INTZ.Red. Nos bastidores, havia a desconfiança de que o negócio tinha irregularidades, o que acabou confirmado quando o MyCNB e o site Omelete revelaram o parentesco entre os sócios de INTZ e RED Canids.

"Ninguém nos outros times é bobo, não é palhaço", arrematou o manager do Keyd Stars, Marcelo "Dinho" Cabral. O time estava em bootcamp em Portugal no auge da polêmica, mas, ao voltar para o Brasil, também deixou de praticar com o INTZ. "Não é medo de treinar com a INTZ, não queria prejudicar os jogadores, mas, quando alguém tenta passar por cima de outras pessoas, não podemos simplesmente aceitar. É a nossa maneira de mostrar que a gente está ligado e esperto e que quer que todo mundo seja igual".

Na última semana, as cinco equipes também deixaram de treinar com o RED Canids, mas, com a mudança para a nova administração, o boicote contra o time acabou. Somente ao INTZ continua.

Na opinião do treinador do CNB e-Sports Club, Thiago "Djokovic" Maia, a medida, que também está sendo obrigado pela direção a cumprir, é prejudicial para o cenário brasileiro. "Isso não só limita o crescimento de uma das principais equipes do cenário, como de todas que treinam com ela. Considerando que jogadores e treinadores têm peso quase nulo nas decisões administrativas relativas a times irmãos, acho totalmente indevido misturar as coisas e envolver atletas em questões políticas", afirmou.

De acordo com as equipes, o boicote irá durar até que haja transparência por parte da nova administração do INTZ. Os donos, apesar de poderem continuar sendo proprietários da organização, estão proibidos de representar a equipe nos contatos com a Riot e nos eventos. "Estamos esperando para saber quem são os novos diretores e qual vai ser a postura da organização", explicou Gaules.

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Com boicote, jogadores do INTZ estão tendo que buscar times para treinar (Foto: MyCNB)

Enquanto isso, os jogadores do INTZ se viram como podem para contornar o problema. Na semana que antecedeu o início do CBLoL, nesse sábado (16), a equipe treinou com a RED Canids e com times da América Latina. Os cyber-atletas admitem, porém, que o boicote prejudicou um pouco a preparação.

"Com isso, não temos tantos treinos de qualidade e tem blocos que ficamos sem ter o que fazer. Temos que jogar Solo queue por falta de treino", contou o Jungler Revolta ao MyCNB após empatar com o paiN na Semana 1 do CBLoL. "Mas, se é isso que estão dando para nós, vamos usar isso da melhor maneira possível".

Ele acredita que a decisão dos times adversários acaba prejudicando todos. "Ao mesmo tempo que não temos treinos de qualidade, eles têm menos um time, top do Brasil, para treinar. Prejudica os dois lados", avaliou.

"Para mim isso não faz sentido, até agora não consegui ver um ponto nisso, mas prefiro não comentar", desconversou o Support do INTZ, Luan "Jockster" Cardoso.

Colocado como gerente de relações do INTZ, após chegar a ser apresentado como administrador do RED Canids, Caique Henriques disse ao MyCNB que a organização não iria se pronunciar oficialmente por enquanto.


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Tags: League of legends, intz, intz red, red canids