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paiN entra na Justiça contra Riot, mas juíza nega liberação de Loop

O paiN Gaming entrou na Justiça contra a proibição do Support Caio "Loop" Almeida de defender sua equipe de League of Legends, imposta pela Riot Games Brasil, mas teve o pedido de antecipação de decisão negado pela juíza Glaucia Lacerda Mansutti, da 45ª Vara Cível de São Paulo.

No processo, a organização alega que não houve a apuração prévia dos fatos e garantia do direito à ampla defesa e ao contraditório na investigação que culminou com a punição do paiN por aliciamento. 

Em dezembro do ano passado, o MyCNB revelou a transferência de Loop do INTZ para o paiN. Tanto o cyber-atleta quanto a organização campeã brasileira de 2015 negaram a informação. Dias depois, a Riot anunciou sanções ao paiN e proibiu a equipe de inscrever Loop em competições oficiais por toda a temporada 2016, como punição por desrespeito à política antialiciamento, em vigor no Brasil desde 8 de agosto do ano passado. Loop atualmente está na organização, mas como analista.

loop-pain-1split-mycnbCom decisão da Justiça, Loop continua proibido de defender o paiN em 2016 (Foto: MyCNB)

No fim de dezembro, o dono do paiN, Arthur "Paada" Zarzur, negou contato direto com o Support e afirmou que iria recorrer da decisão por considerá-la injusta. Em entrevista ao MyCNB, em janeiro deste ano, Loop revelou que soube do interesse do paiN por meio da mãe, que havia conversado com a mãe do Solo Top Matheus "Mylon" Borges.

Com a informação de que Loop teria entrado ou iria entrar com ação judicial, o MyCNB perguntou ao jogador sobre a existência do processo nessa segunda-feira (18), pela internet. Ele respondeu: "Não estou sabendo de nada", seguida de emoction de surpresa. Entretanto, na manhã desta terça-feira (19), um usuário do Twitter enviou ao portal Teamplay o link da ação no site do Tribunal de Justiça.

Em despacho, datado de 8 de abril, a juíza Glaucia Lacerda Mansutti negou a tutela antecipada, ou seja, negou adiantar a decisão. O paiN pedia urgência na análise do mérito porque queria ter o cyber-atleta liberado antes do fim do prazo para inscrição no 2º Split do Campeonato Brasileiro (CBLoL) 2016, em 2 de maio. 

"Não verifico a existência de elementos de prova convergentes ao reconhecimento da veracidade dos fatos pertinentes e que evidenciem a probabilidade do direito material, pois nada indica, neste momento, que a autora [paiN Gaming] obedeceu as regras antialiciamento em vigor desde 8 de agosto de 2015 ou que a requerida [Riot Games Brasil] aplicou punição à autora sem observar o procedimento previsto para tanto", escreveu a magistrada. O processo continua em curso na Justiça.


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Tags: League of legends, pain gaming, loop