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Jogadores do LG assinaram com SK e desistiram, diz site

Os cyber-atletas brasileiros da equipe de Counter-Strike Global Offensive do Luminosity Gaming podem ser envolvidos, em breve, em um processo na Justiça. De acordo com matéria publicada pela ESPN, os jogadores assinaram contrato com o SK Gaming, mas, depois, desistiram da transferência e decidiram permanecer na atual organização, o que pode resultar em uma disputa judicial.

Citando ter tido acesso a e-mails trocados entre os cyber-atletas e a direção do SK, o site informou que a negociação entre as duas partes acontecia desde fevereiro e culminou na assinatura do acordo, que passa a valer a partir de 1º de julho. Entretanto, os brasileiros também tinham assinado, em dezembro de 2015, carta de intenção de renovação de dois anos com o Luminosity.

"O SK estava nos empurrando a assinar um contrato enquanto não estávamos confortáveis com a situação", disse Gabriel "FalleN" Toledo à ESPN. "Isso aconteceu três dias antes do major [MLG Columbus, realizado de 29 de março a 3 de abril]. Naquela época, tudo que queríamos era ficar longe de problemas de organização e focar em vencer o campeonato. Depois que conquistamos isso, discutimos internamente e com os advogados sobre a situação. Nós também percebemos que queríamos continuar construindo a história que temos contruído neste ano todo com o LG. Temos crescido muito rapidamente, time e organização, e nos sentimos orgulhosos de fazer parte disso. Foi por isso que decidimos ficar onde nos sentimos confortáveis".

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Brasileiros do Luminosity Gaming estão no centro de polêmica (Foto: HLTV.org)

Nos e-mails, o diretor do SK Gaming, Alex Müller, disse que os jogadores poderiam escolher onde iriam morar e ofereceu US$ 9 mil por mês para a gaming house e passagens para o Brasil para visitas às famílias. Dizendo que cartas de intenção - uma espécie de pré-acordo - sempre têm exceções, o executivo prometeu assistência jurídica.

Para o diretor-executivo do Luminosity, Steve Maida, os brasileiros foram aliciados por Müller. "Ele subornou, manipulou e enganou os meus jogadores, dos quais apenas alguns falam inglês, e fez isso sem representação legal. Ele nunca ao menos me informou que estava falando com os meus jogadores. Ele os manipulou para fazerem pensar que o LG era o diabo, e os ensinou a quebrar os contratos com falsas informações e mentiras, dizendo durante o tempo todo que iria protegê-los se o LG tomasse medidas legais", afirmou Maida à ESPN.

Pelas informações publicadas, não fica claro se (e até quando) os contratos de FalleN e companhia com o Luminosity estão valendo. Os brasileiros estão na organização canadense desde julho do ano passado.

Quanto ao acordo com o SK, subentende-se que está em vigor, tanto que o advogado da organização alemã, Konstantin Ewald, disse esperar que os jogadores passem a defender o SK a partir de 1º de julho. Caso contrário, os ameaçou de processo, de acordo com a ESPN.

O caso polêmico envolve ainda outras personagens do cenário internacional de e-sports. Segundo a ESPN, o diretor-executivo da Electronic Sports League (ESL) e membro do conselho do World Esports Association (WESA), Ralf Reichert, é sócio do SK e não teria agido para evitar o negócio. Ele nega e disse, pelo Twitter, ter feito acordo para vender sua parte no SK.

Por outro lado, o diretor do Luminosity afirmou que conversou com Reichert sobre o assunto. "Eu o abordei para discutir como ele poderia ajudar a resolver o problema. Ele disse que não tinha poder. Nós descobrimos depois que ele tinha. Ralf tomou a posição de que tudo que o SK fez era perfeitamente legal. Enquanto isso, comentava com as pessoas sobre o controle do dano se essa informação vazasse. Uma das estratégias era vender a parte dele no SK e alegar desconhecimento", disse, salientando que não sabe se Reichert teve envolvimento direto no aliciamento, mas que o executivo não tomou providências para evitá-lo.

No Counter-Strike, não há regulamento para disciplinar as transferências e evitar aliciamento, que é quando uma organização faz proposta diretamente a jogadores com contrato ainda vigente com outra equipe. No League of Legends, sob comando da Riot Games, há rígida política antialiciamento, com punições severas previstas.

Contudo, ainda segundo a matéria da ESPN, a organização da ELEAGUE, campeonato de Counter-Strike promovido pela rede de televisão norte-americana Turner, está investigando o caso, podendo punir e até excluir o SK das disputas, atualmente representado por dinamarqueses. SK Gaming e Alex Müller não responderam à ESPN para comentar a matéria.


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Tags: csgo, sk gaming, Counter-Strike Global Offensive, luminosity gaming, aliciamento, eleague