Siga o MyCNB  
  • Menu
  • Notícias
  • Peacemaker compara Brasil e Estados Unidos no Counter-Strike

Peacemaker compara Brasil e Estados Unidos no Counter-Strike

Uma experiência inovadora e significante. É assim que o treinador Luis "peacemaker" Tadeu define sua passagem pelo time de Counter-Strike Global Offensive do Team Liquid, uma das mais renomadas organizações de e-sports dos Estados Unidos.

Ele admite não ter planejado esse caminho na carreira, mas se disse satisfeito pela oportunidade. "Foi muito significante para mim. Foi algo inovador uma equipe norte-americana pegar um técnico brasileiro, e está sendo muito bom, é uma experiência nova. Estou aperfeiçoando meu inglês, e os caras são muito profissionais, tanto quanto era o Tempo Storm", disse o coach ao MyCNB, durante evento com fãs na arena MAX5, em São Paulo, na última sexta-feira (22).

Peacemaker começou a se destacar na Games Academy, equipe brasileira que se mudou para os Estados Unidos no ano passado. Com bons resultados, o time foi contratado pelo Tempo Storm e continuou em ascensão. Depois do título da Final Mundial da 9ª temporada da CEVO e do vice-campeonato da DreamHack Austin, o técnico deixou o time em maio e, dias depois, entrou para o Liquid.

peacemaker-teamliquid-eslconecologne2016-hltvHá dois meses, o treinador brasileiro treina o Liquid, dos Estados Unidos (Foto: HLTV.org)

Mesmo tendo bom inglês, o treinador considera que a maior dificuldade no início era justamente a barreira linguistíca. "Passar a falar só em inglês e comandar uma equipe, eu nunca tinha tido essa experiência. Eu acho que estou indo bem e só tem a melhorar".

Os comportamentos de brasileiros e norte-americanos também são diferentes, conforme pôde observar peacemaker nesses dois meses de trabalho no Liquid. "O brasileiro tem muita paixão. Eu acho que, em todos os esportes que você vê brasileiro competindo, é muita paixão envolvida. Ele tem garra por todas as dificuldades que temos aqui e sabe o quanto é difícil representar o Brasil. Já o americano tem mais estrutura. É um país mais desenvolvido, então é difícil você ver essa paixão. O que me surpreendeu foi que os jogadores do Liquid têm essa vontade".

Ele salientou que conseguiu reacender a paixão na equipe. "Muitos jogam há muito tempo, então talvez os jogadores estivessem meio acomodados. E também é difícil quando você está num lugar e não consegue vencer, evoluir, meio que o ser humano se acomoda e deixa de ter motivação. Eu acho que grande parte dos nossos bons resultados recentes foi [resultado] dessa paixão que eu consegui reacender na Liquid".

Junto com o Liquid, o brasileiro ainda não conquistou títulos, mas chegou bem perto. No último major, a ESL One Cologne 2016, no início deste mês, peacemaker e seus comandados chegaram à Grande Final, mas perderam para o embalado SK Gaming, do Brasil. Clique aqui para ver a cobertura completa do torneio.

peacemaker-max5-mycnbPeacemaker tirou foto e distribuiu autógrafos em evento na MAX5, em SP (Foto: MyCNB)

Na conversa com o MyCNB, o treinador ainda fez uma comparação entre os cenários do Brasil e da América do Norte. "Aqui no Brasil eu ainda acho que as equipes precisam, primeiro de tudo, de investimento. Não adianta cobrar profissionalismo de quem não tem investimento, mas, ao mesmo tempo, eu vejo que muitas equipes cometem erros de ficarem mudando line toda hora ou de intrigas. E se apoiam nisso: 'só porque não temos oportunidades, não vamos fazer nada, não vamos ser profissionais", avaliou peacemaker, que cita que, nos Estados Unidos, o investimento é muito maior. "Tem organizações profissionais, os jogadores têm como viver do jogo e têm altos salários, mas acho que isso é uma futura realidade que vai acabar acontecendo cedo ou tarde no Brasil".


Veja também:


Tags: csgo, team liquid, peacemaker