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Retorno do mibr está indefinido: "Quando for a hora, o time voltará com tudo"

Três meses após o cancelamento do evento que marcaria o anúncio da nova line-up de Counter-Strike do Made in Brazil (mibr), o retorno da lendária organização ao cenário competitivo continua indefinido. Em entrevista exclusiva ao MyCNB, o dono da marca, Paulo Velloso, disse que o time só voltará "quando houver previsibilidade de custos e faturamento".

Depois de quatro anos de inatividade, a organização anunciou, em 20 de março, que retornaria ao cenário e que revelaria os cyber-atletas contratados em evento na arena MAX5, em São Paulo, no dia 28 de abril. Contudo, sem respostas de patrocinadores, a direção decidiu adiar o anúncio, sem dar nenhum novo prazo.

Raphael "cogu" Camargo, um dos destaques do mibr na era do Counter-Strike 1.6, estava em negociação para voltar a defender a tag. Porém, um atrito com a direção da equipe fez com que o jogador decidisse retornar ao INTZ.

Desde então, o mibr apenas divulgou a venda de produtos, não mais falando da line-up. O MyCNB entrou em contato inicialmente com Marcelo Rodante, um dos empresários por trás do retorno da equipe, junto com Paulo Velloso. Rodante disse que o projeto provavelmente ficaria para o ano que vem, mas salientou que quem tomaria a decisão final seria Velloso.

cogu-intz-max5invitational2016-mycnbRelação entre cogu e mibr ficou estremecida após negociação frustrada (Foto: MyCNB)

Em contato por e-mail com a Reportagem, Velloso considerou que o prazo de 2017 "é uma boa previsão, mas ainda incerto". "No momento, só posso pedir paciência e desculpas. Não vou criar expectativa e causar decepção. Quando for a hora, o time voltará com tudo".

Questionado se, de fato, a famosa tag irá voltar, Paulo disse que "os planos sempre serão positivos para a volta do mibr". "É um desafio bastante divertido gerenciar um time pelas competições mundo afora. Mas é bem caro e, como eu venho afirmando há um bom tempo, o cenário precisa ficar mais previsível, menos instável", analisou o empresário.

"Por exemplo, quais são os eventos programados para o ano que vem? Qual o melhor time no momento? O SK (antigo LG)? Também acho, mas precisamos ter alguma fórmula mais consistente de determinar o melhor, os dez, os vinte, os trinta melhores. E como fazê-los competir em seus diversos níveis para possibilitar a ascensão dos melhores. Acho mais importante trabalhar nessa direção, de definição de calendário de competições e ranking, e voltar a investir no time quando houver previsibilidade de custos e faturamento", acrescentou Velloso.

Sobre cogu, o empresário elogiou o jogador e disse que não descartou o nome dele para a volta do mibr. "O cogu continua sendo o melhor jogador que eu vi atuar até hoje. Acho que só o Element seria comparável. Quando tiver certeza dos rumos que o projeto tomará, não deixarei de contatá-lo e verificar em que ele pode contribuir. Ele ficou chateado pela insegurança. Foi um erro que não se repetirá".


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Tags: csgo, mibr, pvell, paulo velloso, made in brazil