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As dez maiores personalidades do e-sport brasileiro em 2016

O cenário competitivo de esportes eletrônicos envolve milhares de pessoas, dos cyber-atletas aos donos das organizações, dos espectadores aos narradores. Cada uma tem sua contribuição para o crescimento dos e-sports. Novamente olhando para os acontecimentos do ano, assim como fez em 2015, o MyCNB escolheu as dez mais importantes personalidades de 2016, aquelas que tiveram feitos e influências impactantes em suas áreas.

Confira a nossa lista, em ordem:

10º - Rodrigo "TaeYeon" Panisa

Mid Laner de origem, TaeYeon teve uma tripla missão de responsabilidades na temporada 2016 de League of Legends: depois de ser rebaixado com o g3nerationX no 1º Split do Campeonato Brasileiro (CBLoL), entrou para o paiN Gaming, para ser AD Carry e substituindo o astro Felipe "brTT" Gonçalves como titular.

Se não bastasse a dificuldade de mudar de posição, TaeYeon sustentou peso maior por ter entrado na mais importante organização de esportes eletrônicos do Brasil e justamente ocupando o posto do cyber-atleta de maior relevância do cenário brasileiro. A substituição, noticiada com exclusividade pelo MyCNB, começou como temporária e tornou-se definitiva à medida que TaeYeon se adaptou à role. Ele teve bons desempenhos, em alguns jogos sendo o destaque do time. Para 2017, TaeYeon ficará na reserva, mas já com a certeza do treinador da equipe, Gabriel "MiT" Souza, de que pode atuar em várias funções. Virou um coringa importante para o paiN.

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TaeYeon (foto) conseguiu superar pressão de substituir brTT (Foto: Riot Games)

9º - Thiago "Djokovic" Maia

Djokovic viveu os piores e os melhores momentos da carreira na temporada 2016 de League of Legends. No 1º Split do CBLoL, amargou o quase rebaixamento na pior campanha do CNB e-Sports Club em campeonatos nacionais. Entretanto, teve o mérito de fazer uma mudança antes do término da competição, tirando o popular Felipe "YoDa" Noronha para colocar Guilherme "Vash" Del Buono, aproveitando-se de uma brecha na regra de rebaixamento. Mesmo na última posição e até se ficasse com pontuação negativa por conta de várias mudanças na line-up, o time não cairia direto, pois ainda enfrentaria o g3x no duelo de 7ª/8ª colocação. O CNB cresceu de produção e se salvou daquela que seria a maior vergonha de sua história.

Já no 2º Split, Djokovic comandou os blumers rumo à final, com ótimas apresentações da equipe. Ele teve a humildade de reconhecer o erro de ter mantido o elenco do 2º Split de 2015 para o 1º Split de 2016 e conseguiu montar uma ótima line-up com três jogadores saídos da KaBuM: Pedro "LEP" Marcari, Gustavo "Minerva" Queiroz e Thiago "TinOwns" Sartori. Embora não tenha sido uma unanimidade, continuou fazendo ótimos drafts. Em 2016, participou ativamente do planejamento junto à diretoria blumer e, por isso, teve papel decisivo na surpreendente ascensão do CNB durante a temporada, de quase rebaixado a vice-campeão brasileiro.

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Djokovic participou decisivamente da ascensão do CNB em 2016 (Foto: MyCNB)

8º - Ednilson "Jukaah" Vargas

Jukaah é o líder do time da organização brasileira que, a partir deste ano, competirá no Challenger Series da América do Norte. Depois de deixar o comando do Keyd Stars, em abril de 2016, o treinador se mudou para os Estados Unidos e continuou produzindo conteúdo com atenção para o cenário brasileiro. Mas se internacionalizou ao embarcar no audacioso projeto do Big Gods, que comprou a vaga do Eanix no classificatório para a 2ª divisão norte-americana de League of Legends no fim do ano passado.

Foi Jukaah o responsável por montar a line-up, com estrangeiros e sem brasileiros, que derrotou o Team Secret por 3 a 0 com facilidade na seletiva para o Challenger Series. Ele tem uma missão difícil pela frente, mas já mostrou ter condições de encarar o desafio.

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Técnico Jukaah (de boné) com a equipe que montou nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

7º - Diego "Kelazhur" Schwimer

Kelazhur é o representante solitário do StarCraft brasileiro. Com um cenário nacional praticamente inexistente, o jogador participa de torneios internacionais importantes e luta pelo reinado da América Latina. Em setembro, teve uma vitória histórica sobre o mexicano Juan Carlos "MajOr" Tena, na seletiva para a Copa Intercontinental de StarCraft II, disputada na Cidade do México, no México. Kelazhur inclusive classificou aquele triunfo como o melhor de sua carreira, já que aconteceu sobre o adversário com o qual protagoniza o maior clássico latino-americano.

Em dezembro do ano passado, Kelazhur ficou na 3ª colocação do World Cyber Arena 2016, em Yinchuan, na China, atrás apenas de dois jogadores da Coreia do Sul, referência mundial da modalidade. Como premiação, o brasileiro, que defende o ROOT Gaming, dos Estados Unidos, levou para casa o equivalente a R$ 24 mil.

Neste mês, Kelazhur irá novamente à China para participar da Final Mundial do World Electronic Sports Games (WESG), em busca da consolidação no cenário nacional. Mas Kelazhur já merece os louros por conseguir ser tão revelante e carregar nas costas um cenário subdesenvolvido.

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Kelazhur é o mais importante jogador de StarCraft II do Brasil (Foto: ESL)

6º - Eduardo Kim e André Pontes

Donos do Keyd Stars, Eduardo Kim e André Pontes ousaram novamente. Se em anos anteriores, os empresários apostaram na contratação de cyber-atletas sul-coreanos de League of Legends, os mais preparados do mundo, em 2016 a dupla decidiu mandar os jogadores da equipe para um bootcamp de três meses na Coreia do Sul, já pensando na temporada 2017. Foi uma medida audaciosa, tanto pelo tempo longe como pelo local escolhido, o cenário mais desenvolvido do mundo. É claro que há outras pessoas envolvidas, mas o MyCNB colocou os dois como representantes deste projeto.

Apesar de o período de treinamento não ter dado 100% certo, já que o time passou por mudanças na line-up e desistiu da ideia inicial de completar o elenco com dois coreanos, os dois merecem a reverência pela ideia ousada, que deve trazer frutos para os dois jogadores que treinaram na Coreia e permanecem na equipe e para os outros que saíram. O cenário brasileiro ganha com isso.

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Edu Kim (esq.) e André Pontes são os donos do Keyd Stars (Foto: Divulgação)

5º - Felipe "YoDa" Noronha

YoDa continua sendo a referência quando se fala em stream no Brasil. Apesar de atuar como cyber-atleta de League of Legends, o Mid Laner não teve tanto destaque como nas transmissões bem-humoradas de seu canal na Twitch, com 400 mil seguidores. Na verdade, o jogador recebeu uma chuva de críticas na temporada 2016, por ter tido atuações ruins pelo CNB e por não ter se dado bem como Jungler no RED Canids.

Foi bombardeado pela comunidade brasileira, implacável, mas continua atraindo uma legião de fãs em streams. Ele conseguiu uma façanha ainda maior em 2016 ao não depender apenas das jogadas engraçadas, comentários jocosos e "bordões chiclete". Criou o quadro "Casos de Trabson", o mais aclamado de suas transmissões, em que abre espaço para seus viewers se declararem para os amores e façam pedidos de namoro e casamento. Quando faz a stream desse quadro, movimenta as redes sociais, inclusive com comentários dos principais cyber-atletas do Brasil.

Escolhido como o melhor streamer no MyCNB Awards 2016 por 55% dos votantes, YoDa é e continuará sendo o maior showman de e-sports do Brasil.

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YoDa teve ano de sucesso com as streams (Foto: Divulgação)

4º - Gabriel "Revolta" Henud

Ele esteve sempre na linha de frente no INTZ. Dentro do League of Legends, Revolta ditava o ritmo. Fora dele, era o porta-voz da equipe. E daqueles exemplares. Que desequilibra uma partida e sabe o que falar em entrevistas. Já fez cobranças públicas, quando como admitiu, durante o International Wildcard Qualifier (IWCQ), que o time não estava jogando bem. Articulado como poucos no e-sport brasileiro, Revolta sabe usar as palavras, e nos momentos certos. Os depoimentos mais sinceros e reveladores vêm depois das conquistas. E foram muitas em 2016.

Revolta liderou o INTZ nos dois títulos do CBLoL no ano passado, destacando-se muito. Na vitória sobre o Edward Gaming (EDG), na rodada inicial do Campeonato Mundial de 2016, colocou o Jungler chinês - e seu ídolo - Ming "Clearlove" Kai no bolso, com atuação de gala.

Não é à toa que Revolta ganhou os prêmios de melhor Jungler e melhor jogador da temporada 2016 no Brasil no MyCNB Awards. Insatisfeito no INTZ, teve personalidade de escolher um novo rumo para a carreira ao acertar o retorno para o Keyd.

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Revolta (esq.) é articulado e sempre dá boas entrevistas (Foto: Reprodução)

3º - Octavio Neto

Ele não é dos esportes eletrônicos, mas não há como negar que, quando começou a narrar Counter-Strike na ELEAGUE, Octavio Neto conquistou a admiração da comunidade, tornando-se uma celebridade instantânea pelos bordões divertidos e a segurança da narração, mesmo sem conhecer o jogo a fundo. Foi mais falado no Brasil do que o próprio campeonato nas transmissões do Esporte Interativo.

Com a experiência de esportes convencionais, como o futebol americano, Octavio revolucionou a narração de esportes eletrônicos, com linguagem despojada, mas correta e técnica. Não descambou para o humor barato nem se limitou a descrever as ações do jogo. Foi além e fez entretenimento de verdade, levando os espectadores a querer ouvi-lo. Ser unanimidade em uma comunidade tão exigente e cruel como a de e-sports é uma conquista a ser comemorada e abre caminhos ainda mais promissores para o Octavio Neto, a nova voz do Counter-Strike no Brasil.

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Octavio Neto revolucionou a narração de Counter-Strike na ELEAGUE (Foto: Divulgação)

2º - Gabriel "FalleN" Toledo

Personalidade de 2015 na opinião do MyCNB, FalleN teve uma temporada ainda melhor em 2016. Mas com uma diferença primordial: se em 2015 conquistou notoriedade pelas ações fora de jogo, no ano passado o cyber-atleta se destacou pelo que fez in-game. Ele liderou a equipe brasileira que atualmente representa o SK Gaming em dois títulos mundiais, o do MLG Columbus e o da ESL Cologne, além de em outras conquistas.

Foi em 2016, sob o comando de FalleN, que o Brasil voltou ao topo do mundo no Counter-Strike, modalidade na qual teve posição de destaque, na versão 1.6, anos atrás. Foram seis meses na 1ª colocação do ranking do site HLTV.org, especializado na cobertura de CS:GO.

Como capitão, é claro que FalleN também teve de assumir certas responsabilidades fora do game, como na polêmica transferência do Luminosity Gaming para o SK, concretizada a partir de 1º de julho. Os jogadores assinaram contrato com a organização alemã, sem o conhecimento do clube canadense, e chegaram a voltar atrás, mas tiveram de cumprir o acordo, sob ameaça de processo judicial. FalleN tomou a dianteira da situação e deu explicações públicas. Agiu como líder, protegendo os companheiros. Foi dele também a declaração que o time, a partir do segundo semestre, estava tendo problemas internos, que inclusive culminaram na saída de Lincoln "fnx" Lau.

Se não fosse o ano maravilhoso do companheiro coldzera, poderia ser novamente eleito a personalidade do ano. FalleN é um cyber-atleta completo. Competente dentro e fora do Counter-Strike.

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FalleN liderou equipe brasileira de CS:GO a dois títulos mundiais em 2016 (Foto: HLTV.org)

1º - Marcelo "coldzera" David

De revelação em 2015 a destaque de 2016, coldzera teve sólida ascensão e alcançou o topo do mundo no Counter-Strike Global Offensive, sendo eleito o Most Valuable Player (MVP) dos dois majors conquistados neste ano pela equipe brasileira que hoje defende o SK Gaming (antes Luminosity Gaming). É explosivo, habilidoso e decisivo. Quando está apagado, o time sofre.

As excelentes performances em competições internacionais fizeram o brasileiro ser aclamado como o melhor cyber-atleta de esportes eletrônicos do mundo em 2016 em duas importantes premiações, o The Game Awards e o eSports Industry Awards. O melhor não apenas do Counter-Strike. Mas de todas as modalidades competitivas. Do mundo inteiro.

Para se ter uma ideia do peso dessas conquistas, coldzera superou, entre outros, o sul-coreano Lee "Faker" Sang-hyeok, tricampeão mundial e o maior astro da história do League of Legends.

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coldzera se destacou nas competições de Counter-Strike em 2016 (Foto: HLTV.org)

No The Game Awards, coldzera recebeu o troféu das mãos do nadador norte-americano Michael Phelps, atleta com maior número de medalhas em Jogos Olímpicos em toda a história.

Foi uma cena marcante, assim como o lance de coldzera que ficou eternizado dentro do Counter-Strike. Na Semifinal do MLG Columbus, diante do Team Liquid, dos Estados Unidos, o brasileiro deixou o mundo de boca aberta ao matar quatro adversários, três deles enquanto pulava e dois com um só tiro de AWP.

Desenvolvedora do CS:GO, a Valve fez uma homenagem ao colocar um grafite na parede da de_mirage. Ele também eternizou um de seus muitos momentos brilhantes com uma tatuagem no braço. É a prova do quão representativo foi o ano de 2016 para a maior estrela da atualidade do Counter-Strike brasileiro.

Nunca antes um jogador de e-sports do Brasil teve tamanho reconhecimento internacional, nem nos tempos áureos do Counter-Strike 1.6. Além dos dois prêmios que recebeu, coldzera está sendo apontado, em retrospectivas de sites especializados, como o melhor da temporada. É por conta dessa influência, advinda das façanhas que conquistou apenas com sua extraordinária habilidade, que coldzera é o cara do e-sport nacional em 2016.


coldzera recebeu prêmio no The Game Awards, o Oscar dos videogames (Foto: Reprodução)


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