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Relembre 13 fatos marcantes do League of Legends brasileiro em 2016

Polêmicas na transferência de equipes, ameaça de boicote ao Campeonato Brasileiro (CBLoL), punições com perda de até 16 pontos e estrela nacional na reserva. São muitos os acontecimentos marcantes da temporada 2016 de League of Legends, e o MyCNB destacou 13 deles para relembrarmos neste fim de ano.

Confira:

13º - Competição internacional no Brasil

Elogiada pelos espetáculos nas cerimônias de abertura de finais do CBLoL, a Riot Games Brasil teve, em 2016, a responsabilidade de realizar um evento internacional com oito equipes participantes.

Neste ano, os dois torneios para definir as equipes dos cenários emergentes no Campeonato Mundial foram unificados. Chamado de International Wildcard Qualifier (IWCQ), o campeonato aconteceu em São Paulo, com a Fase de Classificação, de 24 a 29 de agosto, e em Curitiba, que sediou as duas séries finais, em 3 e 4 de setembro. INTZ e Albus NoX Luna, da Rússia/Ucrânia, foram os classificados para o World Championship. Clique aqui para ver a cobertura completa.

iwcq-curitida-dia1-riotgamesFinais do Wildcard aconteceram no teatro Ópera de Arame, em Curitiba (Foto: Riot Games)

12º - Transmissão de partidas de LoL na televisão

Antes restrito às streams, o League of Legends chegou a milhões de espectadores brasileiros pela televisão neste ano. O SporTV, um dos principais canais esportivos do Brasil, transmitiu a Grande Final do 2º Split do CBLoL 2016 e superou os números das transmissões pela internet.

O confronto decisivo no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, vencido pelo INTZ contra o CNB e-Sports Club, teve 1,4 milhão de espectadores no SporTV, enquanto, somando as três plataformas de stream (Twitch, Azubu e Youtube), foram 700 mil pessoas.

O SporTV também transmitiu o confronto decisivo entre INTZ e Dark Passage, da Turquia, do Wildcard em Curitiba. Nesse embate, 1,5 milhão de pessoas acompanhou a transmissão pela TV e outras 800 mil, pelas streams. 

estudio-riot-iwcq2016-transmissao-riotLeague of Legends chegou a novos espectadores por meio da TV (Foto: Riot Games)

11º - Criação de associação por clubes de e-sports brasileiros

Oito das principais organizações de e-sports eletrônicos do Brasil fundaram, em agosto, a Associação Brasileira de Clubes de Esports (ABCDE), com o objetivo de defender os interesses das empresas, buscar investimentos conjuntamente e fomentar o desenvolvimento do cenário nacional.

Em uma das providências tomadas, a entidade estabeleceu uma política de participação, com premiações e requisitos mínimos para que as equipes filiadas participem de campeonatos online e presenciais. A lista de exigências provocou críticas, principalmente pelo altos valores de prêmios requisitados para torneios online. Em competição offline, os cyber-atletas aprovaram o primeiro torneio com chancela da associação, o Intel Gaming Challenge, em outubro.

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Organizações brasileiras de e-sports se uniram em associação (Foto: Divulgação/ABCDE)

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10º - Punição ao INTZ por contato com Sacy

Poucos dias antes de o ano terminar, teve nova polêmica. A Riot Games Brasil abriu investigação para apurar uma denúncia de tentativamente de aliciamento do INTZ ao AD Carry Gustavo "Sacy" Rossi, da equipe de League of Legends do RED Canids. O caso levou um dos donos do INTZ, Lucas Almeida, a ser afastado preventivamente da presidência da ABCDE, entidade que representa os clubes brasileiros de e-sports. O RED pediu desligamento da associação.

O próprio INTZ divulgou suas punições, não confirmadas oficialmente pela Riot, em um comunicado em que se defendeu das acusações. O outro dono do INTZ, Rogério Rodrigues de Almeida, o "Formiga", pegou suspensão de dez meses das competições oficiais, a organização terá de pagar multa de R$ 5 mil e o reserva Luan Rodrigues, filho de "Formiga", não poderá jogar o 1º Split do CBLoL 2017.


Caso envolvendo o AD Carry Sacy rendeu punição ao INTZ (Foto: Riot Games)

9º - Big Gods competindo no exterior

Organização brasileira criada no início de 2015, o Big Gods entrou para o cenário norte-americano de League of Legends ao comprar a vaga do Eanix na seletiva para o Challenger Series North America, o torneio da 2ª divisão, neste fim de ano. Com estrangeiros na line-up, a equipe venceu seu adversário no confronto de acesso e se garantiu no 1º Split do Challenger Series de 2017.

Será a primeira vez na história que um clube brasileiro participará de uma liga oficial da modalidade em outro país.


Big Gods formou time estrangeiro para competir nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

8º - Exportação de jogadores brasileiros para o cenário latino

Pela primeira vez na história, o Brasil exportou cyber-atletas para atuarem na 1ª divisão de outro cenário. O AD Carry Renato "TheFoxz" de Souza e o Solo Top Arlindo "element" Neto defenderam o Kaos Latin Gamers (KLG), do Chile, no segundo semestre.

Com o time chileno, a dupla conquistou a Copa Latino-americana Clausura Sul 2016 e disputou o Wildcard, campeonato seletivo que deu duas vagas para o Mundial.

Depois do Wildcard, element anunciou aposentadoria e, em novembro, TheFoxz acabou dispensado pela organização. O jogador disse que tinha interesse em sair da equipe latino-americana para voltar a atuar no Brasil. 

thefoxz-element-r4ver-klgTheFoxz (esq.) e element (centro) jogaram na liga da América do Sul (Foto: Divulgação)

7º - Classificação do INTZ para o Mundial

Depois de ser assombrado pelo "fantasma do Wilcard", o INTZ conseguiu a tão sonhada classificação para uma importante competição internacional. E, logo de cara, o Campeonato Mundial.

Dominante no cenário nacional, o INTZ bateu na trave duas vezes. Na primeira oportunidade, a equipe perdeu a final do International Wildcard Invitational (IWCI) 2015 para o Beşiktaş e-Sports Club, da Turquia, sofrendo com a pressão da torcida turca. No IWCI deste ano, no México, a equipe caiu antes de chegar ao confronto decisivo. Na Semifinal, acabou derrotada pelo Hard Random, da Rússia.

Na terceira oportunidade, jogando em casa, no Wildcard em São Paulo e Curitiba, sob desconfiança da torcida pelo fracasso nas outras duas campanhas, o INTZ deu um susto na 1ª Fase, mas conseguiu se classificar para o Mundial ao vencer o Dark Passage por 3 a 2 em uma das finais da seletiva.

intz-iwcq-classificacao-riotINTZ conseguiu passar por um Wildcard e representar o Brasil no Mundial (Foto: Riot Games)

6º - Vitória histórica do INTZ no Mundial

No Campeonato Mundial de 2016, o INTZ não superou a campanha que o paiN Gaming fez na edição 2015, mas conseguiu um feito que pouquíssimas pessoas apostariam que poderia acontecer.

Era o confronto de estreia dos brasileiros e, logo de cara, o duelo muito difícil, contra a potência chinesa Edward Gaming (EDG), candidatíssima ao título do World Championship.

Apesar de o favoritismo estar do lado dos chineses, foram Gabriel "Revolta" Henud e companhia que ditaram o ritmo da partida. O INTZ dominou e venceu o jogo, deixando a comunidade internacional em "choque".

Foi o único triunfo dos brasileiros na competição. O time perdeu as outras cinco partidas disputadas na Fase de Grupos. No ano passado, o paiN conquistou duas vitórias e mantém a melhor campanha do Brasil no Mundial. 

intz-virtoria-edg-worlds2016-riotBrasileiros conseguiram feito surpreendente no Mundial de 2016 (Foto: Riot Games)

5º - brTT na reserva e saída do paiN Gaming

Depois de brilhar no 2º Split do CBLoL, no Internacional Wilcard e no Mundial, no ano passado, o AD Carry Felipe "brTT" Gonçalves experimentou, pela primeira vez na carreira, ficar no banco de reservas na temporada 2016.

O ano começou mal, não só para brTT, mas como para o time do paiN, que, com a 6ª colocação no 1º Split, teve de jogar a Série de Promoção para não ser rebaixado.

No 2º Split, o decisivo da temporada, a surpresa: brTT foi deixado na reserva e não jogou uma partida sequer. Rodrigo "TaeYeon" Panisa assumiu a titularidade. Na época, o treinador do paiN, Gabriel "MiT" Souza, disse que "atitudes e ações" de brTT não estavam sendo "correspondentes" ao desejo do time de treinar e se dedicar mais.

No início de novembro, o "casamento" entre o cyber-atleta e a organização terminou. Insatisfeito, o AD Carry decidiu não renovar o contrato e optou por sair, encerrando sua segunda passagem pela organização, onde teve suas maiores glórias, com dois títulos brasileiros e participação no Mundial. Ele assinou com o RED Canids.

brtt-cblol-1split2016-pretobranco-riotDeixado na reserva, brTT optou por não continuar no paiN Gaming (Foto: Riot Games)

4º - Bootcamp de três meses do Keyd na Coreia do Sul

O Keyd Stars fez o bootcamp mais longo já realizado por uma organização brasileira, no país que é a referência mundial de League of Legends, com as melhores equipes e o servidor mais competitivo. O time embarcou para a Coreia do Sul, em setembro, e voltou ao Brasil em dezembro. Foram três meses de um período de treinamento conturbado.

Durante a viagem, o time prometeu trazer dois jogadores sul-coreanos, mas mudou de planos. Em meio ao bootcamp, o Solo Top Leonardo "Robo" Souza e o Jungler Carlos "Nappon" Rücker foram colocados à venda e o treinador Leonardo "Alocs" Belo, dispensado.

Para os lugares dos dois cyber-atletas, a organização contratou Gabriel "Revolta" Henud (Jungler) e Felipe "Yang" Zhao (Solo Top), que deixaram o INTZ após um ciclo vitorioso. O Support Pedro "ziriguidun" Ferreira, que estava no paiN, fechou a line-up, sem coreanos, para o CBLoL do próximo ano. 

keyd-bootcamp-coreia2016-divulgacaoKeyd mudou jogadores em meio a bootcamp e não contratou coreanos (Foto: Divulgação)

3º - Briga judicial entre paiN Gaming e Riot no "caso Loop"

Revelado com exclusividade pelo MyCNB em dezembro de 2015, o caso de aliciamento do paiN ao Support Caio "Loop" Almeida, que na época defendia o INTZ, virou disputa judicial.

O paiN entrou na Justiça, com pedido de liminar (decisão urgente e provisória), para obter a liberação de Loop para o 2º Split do CBLoL, mas teve a requisição negada, inclusive em 2ª instância, no Tribunal de Justiça (TJ). Como punição pelo aliciamento, o paiN esteve proibido de utilizar Loop em competições oficiais durante a temporada 2016.

A organização manteve a ação na Justiça e escreveu na peça inicial que a Riot Brasil agiu de forma "autoritária, arbitrária e ilegal", fazendo uma "caça às bruxas", ao argumentar que a empresa puniu sem investigação e sem dar amplo direito de defesa.

Na resposta ao processo, a Riot sustentou que o dono da organização, Arthur "Paada" Zarzur, admitiu o aliciamento por três vezes antes de passar a negá-lo. Na mesma contestação, a desenvolvedora pediu R$ 100 mil de indenização por "danos à sua imagem", provocados por documentos confidenciais anexados à ação e entrevistas dadas por Paada, consideradas depreciativas pela empresa.

Na réplica, o paiN voltou a pedir provas do aliciamento alegado pela Riot. O processo continua correndo, sem decisão da Justiça

loop-pain-cblol-2016-1o-split-riot-gamespaiN Gaming e Riot travaram briga por causa do Support Loop (Foto: Riot Games)

2º - Punições a três times do CBLoL

Três equipes começaram o 2º Split da principal competição nacional com saldo negativo por problemas na inscrição dos elencos nos prazos determinados pela Riot Games Brasil.

O Big Gods teve a maior perda, começando a Fase de Classificação com 16 pontos negativos. A organização não mandou nenhum nome da line-up a tempo, sendo punida com a perda de 2 pontos por membro não inscrito. Cada time é obrigado a cadastrar cinco titulares, ao menos dois reservas e um treinador.

Com isso, o time terminou na mesma colocação que começou, em 8º lugar, e teve de disputar o duelo de rebaixamento, no qual perdeu para o RED Canids, 7º colocado. Com isso, acabou rebaixado para o Circuito Desafiante.

O RED perdeu 6 pontos por não ter entregue a documentação de três jogadores inscritos a tempo e o Operation Kino (OPK) foi penalizado com 4 pontos negativos por não ter inscrito dois cyber-atletas. 

big-gods-disputa7-8-riotgamesBig Gods começou torneio com saldo negativo e acabou rebaixado (Foto: Riot Games)

1º - Polêmica INTZ-RED Canids, com ameaça de boicote ao CBLoL

Protagonizada pelo INTZ, a maior polêmica do cenário nacional de League of Legends em 2016 aconteceu nos primeiros dias do ano. Depois de ter anunciado a venda do INTZ.Red para um grupo de investidores secretos, ainda em 2015, descobriu-se que, na verdade, os donos da nova organização - que virou RED Canids - eram Dinara Guzairova, namorada de Lucas Almeida, dono do INTZ, e Luan Rodrigo Florencio de Almeida, filho de Rogério "Formiga" Rodrigues, outro proprietário da organização.

A partir desta temporada, "equipes-irmãs" passaram a ser proibidas pelo regulamento e, por isso, o INTZ deveria vender um de seus dois times. Embora INTZ e RED Canids tivessem CNPJs, nomes e quadros societários diferentes, como determina a regra, as duas organizações possuíam íntima relação.

Por conta da atitude dos diretores do INTZ, paiN, Keyd Starsg3nerationX, CNB e KaBuM ameaçaram não participar do 1º Split do CBLoL 2016 se o caso não fosse investigado e os envolvidos, punidos.

A situação piorou quando o MyCNB e o site Omelete revelaram uma conversa interna (veja abaixo) do INTZ.Red em que Lucas Almeida disse que a equipe não seria vendida, mas apenas mudaria de nome. Ele ainda indicou a existência de um "plano" com a Riot Games Brasil para que isso fosse aprovado.

Quando a relação INTZ-Red Canids veio à tona, a desenvolvedora disse que a situação do registro da nova organização era regular. Diante da repercussão negativa do caso, abriu uma investigação e, dias depois, suspendeu os executivos do INTZ e os donos do RED, que teve de ser vendido a outra empresa.

Como pena, os quatro ficaram proibidos de comparecer ao estúdio do CBLoL ou aos eventos da Riot como representantes das equipes até 16 de janeiro de 2017. Depois de anunciada a punição, o gerente sênior de e-sports da Riot brasileira, Fábio Massuda, admitiu erros no caso RED Canids: "Pisamos na bola".

Mesmo depois do CBLoL, apesar de terem desistido do boicote, as organizações impuseram uma restrição ao INTZ e deixaram de treinar com os adversários por um tempo. 


Donos do INTZ, Lucas (esq.) e "Formiga" foram suspensos por caso RED (Foto: MyCNB)

* Colaboraram Gabriel Melo, Gabriel Oliveira e Ricardo Set


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Tags: League of legends, Keyd Stars, intz, riot games brasil, brtt, kaos latin gamers, red canids, worlds2016, caso loop, sportv, retrospectiva 2016