Siga o MyCNB  
  • Menu
  • Notícias
  • Relembre os acontecimentos que marcaram o ano no CS brasileiro

Relembre os acontecimentos que marcaram o ano no CS brasileiro

O Counter-Strike do Brasil viveu altos e baixos em 2016. No exterior, o maior representante nacional conquistou dois títulos mundiais e chegou ao topo do ranking internacional, mas encerrou a temporada em declínio. No cenário brasileiro, organizações apostaram na modalidade, mas terminaram o ano se desfazendo de seus jogadores.

Dentro da retrospectiva de 2016, o MyCNB selecionou dez acontecimentos marcantes do CS para os brasileiros. Confira:

10º - Campeonato na MAX5 com o Luminosity

A temporada brasileira começou com uma competição presencial na arena MAX5, em São Paulo, em janeiro, com a participação das melhores equipes do cenário nacional. Luminosity Gaming (hoje SK Gaming) e Games Academy (atualmente Immortals) estiveram presentes na MAX5 Invitational (veja cobertura). O torneio marcou o "renascimento" do cenário competitivo brasileiro de Counter-Strike. Um impulso que levou as organizações a investirem na modalidade.


MAX5 recebeu campeonato de Counter-Strike no início de janeiro (Foto: MyCNB)

9º - Três organizações deixam o CS:GO

Se o ano começou promissor para o cenário brasileiro de Counter-Strike, terminou melancólico. Em um espaço de nove dias, em dezembro, três organizações de esportes eletrônicos decidiram encerrar suas equipes na modalidade: g3nerationX, uma das maiores entusiastas do CS; CNB e-Sports Club, que nasceu no Counter-Strike; e RED Canids, que decidiu direcionar todos os recursos para o League of Legends.

8º - coldzera homenageado no jogo

Uma jogada do brasileiro Marcelo "coldzera" David no mapa de_mirage, contra o norte-americano Team Liquid na Semifinal do MLG Columbus 2016, em abril, ficou marcada para sempre dentro do Counter-Strike. É que a Valve, desenvolvedora do jogo, inseriu um grafite em homenagem ao lance na parede atrás de onde o cyber-atleta matou quatro adversários, sendo três deles enquanto pulava e dois com um só tiro de AWP. Coldzera também eternizou a jogada com uma tatuagem no braço, em maio.


Grafite em homenagem a quadrakill também virou tatuagem em coldzera (Foto: Divulgação)

Leia também: SK faturou R$ 6 milhões com prêmios em 2016; Immortals embolsou R$ 1,2 milhão (clique aqui)
Leia também: INTZ faturou 42% mais do que todos os times do CBLoL juntos em 2016 (clique aqui)

7º - Campeonato internacional em São Paulo

A conclusão da 4ª temporada da ESL Pro League de Counter-Strike Global Offensive aconteceu no Brasil. A Final Mundial, com a participação de duas equipes brasileiras e seis estrangeiras, foi realizada em São Paulo. Os primeiros jogos foram no estúdio da ESL e os decisivos, no Ginásio do Ibirapuera, diante de milhares de torcedores apaixonados. Como era de se esperar, o público deu um show à parte, com muita vibração para o SK Gaming, que acabou derrotado na final para o cloud9, dos Estados Unidos.

De acordo com a organizadora do evento, os três dias de confrontos no Ibirapuera tiveram 16 milhões de visualizações na transmissão pela internet, 18% a mais do que a 3ª temporada. Segundo o comunicado da ESL, mais de 6 mil pessoas compareceram a cada um dos três dias de evento. Entretanto, no primeiro dia, o Ibirapuera não estava cheio, bem longe da lotação máxima. No sábado e no domingo houve mais público, mas, ainda assim, havia lugares vazios nas arquibancadas. Na Grande Final o ginásio ficou cheio. 


Finais da ESL Pro League foram realizadas no Ginásio do Ibirapuera, em SP (Foto: MyCNB)

6º - Brasileiros recebem reconhecimento internacional em prêmios Awards 

Jogadores do SK Gaming, coldzera e Gabriel "FalleN" Toledo foram premiados no "Oscar dos e-sports", o eSports Industry Awards.

Capitão do time, FalleN foi apontado como personalidade do ano, superando nomes de peso do cenário internacional, como do astro do League of Legends, o sul-coreano Lee "Faker" Sang-hyeok, do diretor do fnatic Patrik "cArn" Sattermon e do jornalista Duncan "Thorin" Shields.

Já coldzera recebeu o prêmio de melhor jogador de computador do mundo neste ano, também vencendo Faker, além de Song "Smeb" Kyung-ho (LoL), Olof "olofmeister" Kajbjer (CS:GO), Ladislav "GuardiaN" Kovács (CS:GO), entre outros.

Coldzera ainda recebeu o prêmio de melhor jogador de esportes eletrônicos de todo o mundo em 2016 no The Game Awards, o "Oscar dos videogames".

coldzera-premio-the-game-awards-reproducao
coldzera recebe prêmio de jogador do ano no eSports Industry Awards (Foto: Reprodução)

5º - Quatro times brasileiros morando nos Estados Unidos

Em 2016, além de SK Gaming e Immortals, que foram os primeiros times a se mudar para competir nos Estados Unidos, outras duas organizações passaram a atuar em solo americano com formações brasileiras.

Depois de perder FalleN e companhia para o SK, o Luminosity voltou a apostar em outro quinteto do Brasil para vestir a camisa da organização e contratou Bruno "bit" Lima e companhia, que estavam no WinOut, também dos Estados Unidos. Hoje o time é formado por Lucas "destinyy" Bullo, Vinícios "PKL" Coelho, Gustavo "yel" Knittel, Bruno "shz" Martinelli e Gustavo "SHOOWTiME" Gonçalves.

O paiN Gaming, do Brasil, também mandou um time brasileiro para os EUA. Composto inicialmente por cinco brasileiros, a atual formação conta com o português João "KillDream" Ferreira, que assumiu o lugar de Felipe "fbm" Mengue. Os outros quatro integrantes são: Caio "zqk" Fonseca, Willian "LuL4" Elias, Ricardo "s1" Shinji e Guilherme "duken" Góes.

4º - Fnx é dispensado do SK Gaming

Depois de uma série de resultados modestos em competições internacionais e cinco meses sem conquistar títulos, a equipe brasileira hoje no SK decidiu dispensar Lincoln "fnx" Lau da line-up. Ele, ao que tudo indica, soube da demissão pela imprensa. Quando confirmou a saída do cyber-atleta, o SK anunciou a entrada do português Ricardo "fox" Pacheco para completar os dois campeonatos seguintes.

Em comunicado, o SK não explicou direito a motivação para a saída de fnx. Em declarações nas redes sociais, Epitácio "TACO" Pessoa e Fernando "fer" Alvarenga deram indicativos de que a decisão ia além do desempenho de fnx in-game.


Fnx acabou dispensado no SK após um ano jogando pela equipe (Foto: HLTV.org)

3º - Polêmica transação entre Luminosity e SK Gaming

No auge da ascensão internacional, o quinteto brasileiro se envolveu em uma polêmica transação. Sem o conhecimento do Luminosity, FalleN e companhia assinaram contrato com o SK Gaming, mas desistiram de cumprir o acordo.

O caso veio à tona, em matéria publicada pela ESPN internacional, e provocou polêmica. Na época, os jogadores chegaram a ser ameaçados de processo pelo advogado do SK, Konstantin Ewald, caso não cumprissem o acordo e não passassem a defender a organização alemã a partir de 1º de julho, conforme previsto em contrato.

O capitão FalleN inclusive revelou um racha na equipe e classificou a assinatura do contrato sem conhecimento do Luminosity como "o maior erro da vida" deles.

No fim de junho, ambas as organizações finalizaram o acordo e os cinco brasileiros passaram a jogar pelo SK na data que havia sido acordada anteriormente, 1º de julho.

Em entrevista ao MyCNB, o diretor do SK, Alexander Müller, declarou que a polêmica sobre a transferência dos jogadores foi "um drama orquestrado por um grupo de pessoas que não fazem bem ao e-sport". O executivo falou sobre o imbróglio e disse que os jogadores e o Luminosity "foram usados", mas não quis detalhar a quem estava se referindo. "Foi tudo política".

fallen-luminosity-dreamhack-malmo-hltv-orgFalleN e companhia se envolveram em polêmica transferência para o SK (Foto: HLTV.org)

2º - Título mundial depois de dez anos

Dez anos após a conquista do Made in Brazil (mibr) na Electronic Sports World Cup (ESWC) 2006, no CS 1.6, o Brasil voltou ao topo do cenário internacional de Counter-Strike. No dia 3 de abril, o Luminosity derrotou o Natus Vincere, da Rússia/Ucrânia, por 2 a 0 e conquistou o título do MLG Columbus 2016, o primeiro major de 2016.

Jogador do mibr em 2006, fnx esteve presente na conquista dos dois títulos mundiais. E ainda estaria no da ESL Cologne 2016. Com a conquista, o Luminosity faturou US$ 500 mil.

Brasileiros voltaram ao pódio depois de dez anos do título do mibr (Foto: HLTV.org)

1º - Brasileiros no topo do mundo

Ainda vestindo a camisa da organização canadense Luminosity Gaming, o quinteto brasileiro formado por FalleN, fer, coldzera, TACO e fnx chegou ao lugar mais alto do ranking do site HLTV.org, especializado na cobertura do Counter-Strike.

Foi a primeira vez que uma equipe composta por brasileiros alcançou o topo do ranking do cenário internacional de CS Global Offensive. O time conseguiu o feito em maio, após ter sido campeão da DreamHack Austin. FalleN e companhia haviam conquistado o título do primeiro major do ano, o MLG Columbus 2016, e depois ainda venceriam, em julho, já como SK Gaming, a ESL Cologne 2016.

O time perdeu a 1ª colocação do ranking na atualização de novembro. Atualmente, a equipe está na 2ª colocação, atrás do Astralis, da Dinamarca.

luminosity-dhaustin2016-divulgacaoComo Luminosity, brasileiros chegaram ao top 1 do ranking mundial (Foto: Divulgação)

 


Veja também:


Tags: csgo, sk gaming, fallen, luminosity gaming, cold, immortals, retrospectiva 2016