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Novos jogadores do INTZ negam pressão e acreditam em título

Com três novidades na line-up, o novo time de League of Legends do INTZ carrega o peso do sucesso da organização nas últimas duas temporadas, inclusive com o título brasileiro de 2016. Mas os cyber-atletas que substituíram alguns dos que formaram a melhor equipe da história do Brasil dizem não sentir a pressão por resultados e acreditam no triunfo em 2017.

O retrospecto do INTZ é vencedor. Fundado em junho de 2014, o time conquistou três Splits do Campeonato Brasileiro (CBLoL), em 2015 e 2016, esteve em três Wildcards e participou do Campeonato Mundial no ano passado. Durante esse período, manteve praticamente o mesmo elenco. Com o Jungler Gabriel "Revolta" Henud, não perdeu séries no Brasil em torneios oficiais.

Entretanto, no fim de 2016, a equipe passou por mudanças, com apenas Micael "micao" Rodrigues e Luan "Jockster" Cardoso permanecendo na organização, o que deixou uma incógnita sobre qual seria o desempenho do novo INTZ, com Marcelo "Ayel" Mello (Top Laner), Gabriel "Turtle" Peixoto (Jungler) e Bruno "Envy" Farias (Mid Laner).

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Turtle (meio) e Envy (dir.) são duas das novidades do INTZ (Foto: Riot Games)

Depois do empate com o CNB e-Sports Club, na rodada inicial do 1º Split do CBLoL 2017, no último sábado (21), Turtle demonstrou confiança. "Eu acho que agora a galera consegue ter uma ideia maior da INTZ. Não é porque tem três jogadores novos que é um time ruim, que vai ser rebaixado. Como viram no primeiro game, conseguimos ter um bom desempenho, só que no segundo ficaram claros os nossos defeitos. Nós treinamos por dez dias e ainda temos que nos encontrar, melhorar nossos defeitos e assim melhorar nosso jogo em time", disse, em entrevista ao MyCNB. "[Os espectadores] viram muito do bom e muito do pior. Deu para ter uma ideia de como estamos".

O jogador destacou o companheirismo e o bom clima entre os membros da equipe como fatores essenciais para que o novo INTZ tenha sucesso. "Podemos estar substituindo o melhor time do Brasil de três etapas, mas estamos bem confiantes e felizes".

Ele contou que a pressão por ocuparem os lugares de Revolta e companhia tem sido assunto de conversas internas, inclusive com a direção. "A INTZ tira pressão de nós: 'não queremos que vocês ganhem tudo', 'não queremos pressão nenhuma' e 'vocês sabem o que têm que jogar'. O que a organização faz é muito importante para nós", disse Turtle, salientando, porém, que o objetivo é ser campeão. "Não vamos brigar para ficar em 5º e melhorar no próximo Split. Queremos ser campeões. Não é impossível".

Estar no CBLoL de novo é também uma vitória profissional para Turtle, que deixou o Keyd Stars muito criticado após o 1º Split do CBLoL 2016 e depois teve uma passagem apagada pelo Operation Kino (OPK) no 2º Split, de onde saiu em outubro passado.

"Eu me sinto muito bem porque sei o potencial que sempre tive, mas o time não aproveitava o meu potencial. O Peter [Dun, analista do INTZ] consegue ver do jeito que eu jogo e adaptar isso para o nosso jogo. Isso é o principal para eu evoluir e fazer o time ter confiança em mim e eu confiar neles", afirmou, relevando que não se sentia confortável no estilo que tinha de exercer nas outras equipes pelas quais passou.

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Depois de reserva no RED em 2016, Ayel diz estar sendo valorizado (Foto: Riot Games)

Outro contratado do INTZ que está tendo a oportunidade de se provar é o Top Laner Ayel. Ele defendeu o RED Canids na temporada passada, mas não tinha a titularidade assegurada, por, na visão dos companheiros e do técnico Vinicius "Neki" Ghilardi, ainda não estar preparado e não se encaixar com a equipe. Para o confronto de 7º/8º lugar, o RED contratou até um estrangeiro, o estoniano Mauno "beansu" Tälli.

"Eu estou vendo que estou sendo valorizado e sou realmente um jogador da elite, que ainda posso crescer muito mais, chegar no topo e, quem sabe, ser o melhor, que é o que eu pretendo ser", disse Ayel ao MyCNB. 

Ele explicou que muitos fatores fizeram com que o seu aproveitamento na temporada 2016 não tenha sido bom. "Eu não estava tão preparado assim porque não tinha estrutura boa para aprender tantas coisas como estou aprendendo hoje em dia. Eu ficava meio perdido. Agora isso mudou porque tenho uma estrutura melhor e pessoas que são melhores do que eu, com quem consigo aprender. Eles têm muita experiência, inclusive de Mundial", disse, referindo-se à dupla da bot lane, micaO e Jockster.

O Top Laner assegurou não sentir o peso de defender a vitoriosa tag do INTZ. "Eu vejo mais como uma motivação", respondeu. "É só uma questão de treinar bastante e analisarmos bem o nosso estilo de jogo que nós conseguimos vencer de qualquer time".

Estreante na elite do League of Legends brasileiro, Envy demonstrou confiança e minimizou o nervosismo pela estreia no último sábado. "Estou meio acostumado com presencial, pois já joguei alguns, então era como se eu estivesse em casa. Só me concentrei no monitor e joguei o que eu sei".

O Mid Laner não quer comparações com o seu antecessor de role, Gabriel "Tockers" Claumann, hoje no RED Canids. "Eu ainda não achei meu estilo de jogo, me descobri este ano e não gosto que me comparem com outras pessoas", disse, dando de ombros para eventuais críticas da comunidade. "Eu tento não ligar muito, porque não acrescenta em nada. Nós viemos para ganhar os dois Splits". 

Clique aqui para ver a cobertura completa do 1º Split do CBLoL 2017

* Com colaboração de Ricardo Set


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Tags: League of legends, intz, turtle, envy, ayel, cblol 2017