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Após brecha para polêmica, Riot endurece norma de equipes-irmãs

Depois de uma das maiores polêmicas da história do League of Legends brasileiro, envolvendo RED Canids e INTZ, em 2016, a Riot Games Brasil deixou o regulamento de 2017 sobre "equipes-irmãs" mais detalhado.

Na temporada passada, a Riot passou a proibir que uma organização mantenha dois times competindo na mesma competição, mas deixou brechas na norma, exigindo apenas que os clubes tivessem nomes, sócios e CNPJs diferentes.

Apesar de ter repassado o INTZ.Red para outra empresa, o INTZ tentou manter as duas equipes próximas. O RED Canids tinha como donos Dinara Guzairova, namorada de um dos proprietários do INTZ, Lucas Almeida, e Luan Rodrigo Florencio de Almeida, filho de Rogério Rodrigues de Almeida, o "Formiga", outro sócio do INTZ.

Na teoria, as duas organizações estavam cumprindo o regulamento, pois possuíam nomes, donos e CNJPs diferentes, mas, na prática, tinham uma relação familiar.

Depois que o caso veio à tona, em matérias publicadas pelo MyCNB e pelo site Omelete, a Riot suspendeu os quatro envolvidos por um ano em razão do parentesco nos quadros societários, por entender que os executivos quebraram o espírito da regra.

Na época, o então gerente sênior de e-sports da Riot brasileira, Fábio Massuda, admitiu que as regras impostas para desvinculação das "equipes-irmãs" tinham falhas e disse que elas seriam reformuladas. "Me sinto muito mal, porque pisamos na bola duas vezes e isso gerou um baita problema", escreveu em comunicado. No início deste ano, Fábio deixou a empresa e deu lugar a Leo Tang. O RED Canids acabou sendo vendido para o empresário Felippe Corradini.

brucer-red-cblol-2016-riot-gamesRegulamento para "equipes-irmãs" ficou mais detalhado nesta temporada (Foto: Riot Games)

Para 2017, a desenvolvedora de League of Legends revisou o regulamento e o deixou mais detalhado. São sete parágrafos no item "Múltiplas equipes".

Além de um CNPJ diferente, a Riot deixou claro que não pode haver nenhum tipo de ligação entre os proprietários de duas equipes.

"Nenhum dono de time, gerente ou afiliado de um dono pode controlar, direta ou indiretamente, ou ter interesse financeiro direto (ex.: ser dono) ou indireto (ex.: um acordo contratual), ou ser um funcionário ou membro de mais de uma equipe de League of Legends participante de uma liga profissional. Qualquer cláusula ou garantia de recompra, prioridade de compra, ou interesse similar em uma equipe será tratado como controle em tal equipe para os propósitos dessa regra", diz o regulamento.

Assim como em 2016, as organizações poderão manter dois times em ligas diferentes, um no Campeonato Brasileiro (CBLoL) e outro no Circuito Desafiante. Mas, se o time que estiver na 2ª divisão chegar à elite, um dos dois terá de ser vendido ou cedido a outra empresa. "Se for descoberto que um dono ou afiliado do dono tem qualquer tipo de interesse financeiro ou benefício, ou qualquer tipo de influência em outra equipe, ele deverá se desfazer de tais ligações imediatamente em uma das duas equipes e estará sujeito a penalidades", alerta a desenvolvedora na norma.

O regulamento ainda tem outra precaução: uma equipe do CBLoL que cair para a Série de Promoção não poderá escolher ou ser forçada a jogar contra um time do Circuito Desafiante que, no Split anterior, era de propriedade da mesma organização. 


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Tags: League of legends, intz, red canids, cblol 2017, regulamento, equipes irmãs