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Jogadores latinos de LoL exaltam Brasil e também criticam séries md2

Jogadores das equipes latino-americanas de League of Legends que participaram do Rift Rivals acreditam que o Brasil continua sendo, mesmo com os tropeços no torneio, o principal cenário da América Latina. Eles também criticaram, assim como a comunidade daqui, o formato de confrontos md2.

Para o Jungler do Isurus Gaming, o chileno Diego "QQMore" Apablaza, o Mid Laner do Furious Gaming, o uruguaio Uri "Uri" Schölderle, e o Support do Just Toys Havoks, o mexicano Carlos "DCStar" Méndez Mayoral, as duas equipes brasileiras - RED CanidsKeyd Stars - atuaram conforme se esperava delas.

"O nível das equipes brasileiras sempre é alto. Era o nível que esperávamos", afirmou QQMore, em entrevista ao MyCNB. Segundo o chileno, o "CBLoL é melhor que CLS e LLN pelo fato de ser uma região mais antiga, com uma competição mais competitiva", enquanto na "LLN o único time que sempre ganhou e representou a região internacionalmente foi a Lyon e na CLS, KLG e Isurus".

O Jungler disse ainda que "existem muitas organizações no LAS [servidor Sul] e no LAN [servidor Norte] que não investem tanto" e, por conta disso, "os times não têm tudo o que necessitam para melhorar", fazendo assim o "CBLoL ter um nível ligeiramente maior do que CLS e LLN".

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Isurus Gaming participou do Rift Rivals de LoL no Chile (Foto: Riot Games)

Uri acredita que "não falta muito" para as equipes latinas chegarem no mesmo nível do das brasileiras. "Levando em consideração a diferença de [tamanho da] população e investimento, estamos bastante próximos".

Para DCStar, "falta dedicação". "Os jogadores de todas as equipes precisam começar a colocar mais esforços nos treinamentos e nos confrontos da liga. Já temos muitos jogadores habilidosos e uma infraestrutura decente. Cabe aos jogadores e equipes trabalharem mais".

O Support mexicano pensava, antes de o torneio internacional começar, que o Keyd seria "equipe que provavelmente não nos causará grandes problemas". Passado o Rift Rivals, o jogador do Havoks mudou de opinião quanto ao nível das equipes brasileiras, as quais "esperava o mais alto nível de jogo".

"O nível do Keyd realmente me surpreendeu e eles mostrarem que podem ser bons representantes da sua região no cenário internacional. O RED também mostrou bons jogos quando lhe foram permitidos jogar o seu jogo. Se puderem corrigir alguns detalhes, acho que o nível geral do Brasil estará em uma ótima posição para o Mundial", comentou DCStar.

Crítica

Por outro lado, o Support do Lyon Gaming, o argentino Mariano "Genthix" Polonsky, disse ao MyCNB que se surpreendeu negativamente com os representantes do Brasil no Rift Rivals. "Pensei que seriam melhores".

O jogador acredita que "o CBLoL é a melhor região se levarmos em conta todas as equipes que integram [a liga]". Sobre as competições do servidores latino Sul (CLS) e latino Norte (LLN), o argentino avalia que, "sem contar conosco, as equipes estão em nível similar". Para Genthix, o Rift Rivals não demonstrou "satisfatoriamente o nível de cada região, já que quase todas as equipes participantes estavam vivendo um mau momento".

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Genthix disse que pensava que equipes brasileiras seriam melhores (Foto: Riot Games)

Formato

Ainda que Lyon, Havoks, Furious e Isurus façam mais partidas nas respectivas ligas em comparação a RED e Keyd no CBLoL, como mostrou o MyCNB em maio, três dos quatro cyber-atletas entrevistados fizeram críticas ao atual formato da CLS e da LLN.

Eles foram questionados se o fato de as ligas terem muitos jogos ajuda no desenvolvimento do cenário. O Mid Laner do Furious foi o único a dar uma resposta diplomática. Uri não acha "que é algo que adicione ou subtraia". "É algo que a Riot sempre está avaliando a cada Split, que está e vai seguir mudando. É necessário sempre se adaptar".

Enfático, QQMore afirmou que "nunca gostamos do sistema de md2 na CLS e estamos tentando mudar para md3". Para o Jungler do Furious, o "sistema atual não ajuda as equipes a evoluírem da melhor maneira e cria uma ‘estagnação’ no avanço de todos".

O jogador disse que não gosta do conceito de empate, já que, "com esse formato, a tabela não é tão competitiva" porque ou um "time ganha tudo", ou "empata e perde demais". Na visão do chileno, "numa md3, pode-se preparar melhor o draft e é mais divertido para a comissão técnica".

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DCStar acredita que confronto md2 é vergonha e espera outro formato (Foto: Riot Games)

DCStar avalia que "é um tanto vergonhoso que ainda tenhamos um sistema md2, ao invés do md3" na LLN, apesar de a Fase de Classificação ser disputada em dois turnos. De acordo com o Support, o fato de "outras regiões ainda jogarem a Fase de Classificação em um único turno é muito prejudicial para o desenvolvimento desta região". O jogador do Havoks crê que, por já ter se passado algumas temporadas, "é hora de todas as regiões começarem a implementar melhores formatos de liga".

Na visão de Genthix, o atual formato da liga do servidor Norte "não influencia nos jogos" da Lyon, já que os confrontos "não são muitos disputados e não nos ajudam a treinar". O Support ponderou, porém, que o modelo de liga "possivelmente sirva para as outras equipes que estejam no mesmo nível".


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Tags: League of legends, lyon gaming, isurus gaming, Keyd Stars, furious gaming, red canids, Just Toys Havoks, rift rivals, qqmore, uri, dcstar, genthix