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Vídeo: FalleN fala sobre sucesso, falhas, treinador, LoL e política

Gabriel "FalleN" Toledo sabe que é uma personalidade dos esportes eletrônicos do Brasil e não se esconde. O líder do SK Gaming, o melhor time de Counter-Strike do mundo na atualidade, fala sobre tudo com propriedade: faz uma autocrítica sobre os tropeços nos campeonatos internacionais, analisa a raiz da corrupção no País e arremata que a chance de uma equipe brasileira de League of Legends ser campeã mundial é a mesma "de cair um raio na cabeça de alguém".

O Verdadeiro, como é carinhosamente chamado pelos fãs, chegou para a entrevista com o MyCNB com incrível disposição depois de mais de uma hora falando sobre sua carreira no palco do Encontro das Lendas e de uma extensa manhã de autógrafos.

"Sobre o que vamos falar?", logo perguntou FalleN ao sentar-se para a entrevista após cumprimentar toda a equipe do MyCNB. "Campeonatos internacionais, sua carreira e cenário brasileiro", respondeu a Reportagem, enquanto o jogador tinha os olhos fixos no celular. Ele estava tranquilo. Era só mais uma entrevista, dentre tantas outras que costuma dar ao redor do mundo. É o porta-voz da equipe, com incrível capacidade de comunicação.

Quando a gravação começa, FalleN levanta a cabeça e fita o jornalista, concentrado. A partir daí, responde a tudo e puxa para si a culpa pela eliminação nas Quartas de Final do PGL Major, em Cracóvia, na Polônia. "Foi uma soma de algumas coisas, primeiro o cansaço em estar no quarto campeonato seguido fora de casa, a qualidade de treinos durante as competições que não é a mesma e ocorreu o fato também de eu não ter conseguido organizar a equipe da maneira que a gente precisava".

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Ele também faz uma autocrítica ao analisar a situação do atual do cenário brasileiro de CS:GO, considerando que é preciso dar mais atenção aos torneios nacionais. "As estrelas brasileiras estão fora do País, então as competições brasileiras meio que são de segundo escalão para o fã brasileiro. Ele tem a opção: 'vou assistir à nata, aos jogos do SK no campeonato mundial, ou à final brasileira de tal campeonato?' A grande maioria só olha para o SK. Se existe alguém que pode fazer a diferença nisso, eu sinto que somos nós, jogadores, que estamos lá no topo. Talvez se a gente começar a acompanhar os campeonatos brasileiros e tentar se interessar um pouco mais, faça o cara pensar: 'se o FalleN está assistindo, vou também assistir a esse jogo'".

Questionado sobre por que as equipes de CS:GO do Brasil vão tão bem em campeonatos internacionais e as de League of Legends, não, FalleN não foge da raia e dá sua opinião sobre a polêmica comparação entre os dois jogos. Ele, apesar de elogiar o sistema de trabalho da Riot Games, critica o formato de circuito fechado, com os times brasileiros tendo apenas uma ou duas oportunidades de competir contra os melhores do mundo.

"Se a equipe do LoL brasileira só joga uma ou duas vezes com equipes de outros continentes, que estão à frente do meta e estão criando as coisas novas, nunca vão ganhar deles. A chance de um time brasileiro de LoL vencer um torneio mundial, jogando uma vez por ano com eles, é de cair um raio na cabeça de alguém e ganhar na loteria", comentou FalleN.

Na entrevista ao MyCNB, o capitão do SK falou ainda sobre continuar morando e treinando nos Estados Unidos, a decisão de não ter um treinador de ofício, a visão sobre os problemas políticos e econômicos do Brasil e muito mais. Confira:


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Tags: csgo, sk gaming, fallen, Counter-Strike Global Offensive