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Nappon e Dioud: Renascimento da dupla em uma renovada paiN

 

Nesta segunda-feira (16) o paiN Gaming fez a sua estreia no Circuito Desafiante, contra o Team One e empatou em 1x1. Desde o rebaixamento da equipe, em março, diversas mudanças ocorreram, e ainda ocorrem, dentro da organização, mais principalmente focadas na equipe de League of Legends. Mudanças, por exemplo, como as saídas de Murilo “Takeshi” Alves, Rodrigo “Tay” Panisa e Caio “Loop” Almeida, para as chegadas de Marcelo “Ayel” Melo e a dupla ex-RED Canids Carlos “Nappon” Rucker e Hugo “Dioud” Padioleau. A história destes dois últimos, inclusive, é bastante semelhante com a da sua nova casa.


Nappon e Dioud jogam juntos há cerca de um ano e meio (Foto: Riot Games)

Em um 2018 extremamente apagado, os três caíram na obscuridade. Nappon foi reserva durante todo o 1º Split do CBLoL, tendo jogado somente uma partida na série contra o KaBuM! e fim. Dioud sequer jogou. Enquanto isso, paiN Gaming amargou um campeonato com somente uma vitória, e seis derrotas consecutivas, rendendo um rebaixamento direto por conta da lanterna na tabela de classificação.

O Portal MyCNB conversou com o Jungler e o Support e o que os motivou a abrirem mão da elite do LoL brasileiro, para jogarem no paiN Gaming.

Para Dioud, não somente uma nova jornada, mas é também um retorno à antiga casa que representou e venceu em 2015: “É estranho mas normal pra mim. Minha saída em 2015 foi precipitada sem uma razão que estava aos meus olhos. Em 3 anos melhorei no jogo e meu português. Não tive nenhum rancor com a paiN, eles estavam no direito deles. Eu queria voltar a paiN de novo, seja como jogador ou outra coisa. Eles são muito profissionais, e com o passar do tempo passei a valorizar isso ainda mais, conhecendo outra organização além da paiN.”


Dioud retorna à casa que defendeu em 2015 (Foto: Divulgação\paiN Gaming)

Voltando a ser titular absoluto após cerca de um ano, o francês afirma que, apesar disso, não foi a titularidade que o fez voltar, e ele aproveitou também para lembrar o que aconteceu, no seu ponto de vista, em seus últimos meses na Matilha: “ Ser titular não tinha nada a ver com meu nivel do jogo e não me incomodava, mas eu queria um motivo válido para eu ser reserva. Achei injusto o que aconteceu, eu que dei tanto para a RED Canids. O que me fez ver que eles não eram mais a organização que eu gostava em 2016 e em 2017. Quando eles me tiraram sem motivo. Eu quis sair o mais rápido possível. O que vai acontecer no futuro ainda não posso falar, mas temos uma ideia do que vai acontecer. Não é só para o Circuito, é para o CBLoL e além. Não gosto de coisa a curto prazo.”

Já para Nappon, o projeto apresentado pela organização foi o que mais lhe convenceu a mudar de ares: “Que tem peso com certeza tem(ser titular), mas não foi um dos grandes motivos pra vir pra paiN. Foi mais o projeto mesmo. Quando me apresentaram tudo que vai ser feito, é uma oportunidade de criar algo legal com a paiN, com essa volta ao CBLoL. Particularmente sempre quis jogar na paiN, sempre vi que era diferenciada.”

O atleta, inclusive, prometeu muitas novidades ao longo prazo: “Tem bastante coisa pra falar sobre isso. O projeto que a paiN ta fazendo eu nunca tinha visto, desde preparação física até o treino, tem uma pegada de empresa. Tem o ambiente também que tá muito diferente. Fiquem ligados.”
Um dos pontos levantados como um dos possíveis motivos para o rebaixamento foi a falta de entrosamento dentro de jogo. Dioud nos contou como está sendo a união do novo elenco dentro e fora do Rift: “Isso é algo bem importante de falar. Esse time são jogadores bons, mas não somos estrelas. No LoL, o que eu vejo, um time de estrelas é um time que tem muito ego. Nós falamos com a paiN e combinamos que não queremos isso aqui. Nós já jogamos com esse tipo de jogador e não queremos mais isso. Nós já ganhamos o CBLoL mas não temos ego. E rezo a Deus para não termos esse ego, porque é algo destrutivo você ter um jogador que se acha melhor que outro. Acho que a gente para ter um time vencedor, temos que ser amigos fora do jogo. Quando a paiN selecionou os jogadores, eles pensaram que tinha que ter essa mentalidade aberta. Não tem stress, estamos abertos a críticas. Nós sabemos que as críticas serão sempre construtivas.”

Nappon engrossou o discurso de seu companheiro, afirmando que o paiN já fez tudo o que deveria, e que agora só dependeria dos jogadores: “Eu já venho buscando algo a longo prazo faz tempo. Não é algo bom você ficar trocando de time. Eu não gosto. Eu queria encontrar um lugar que eu pudesse dar meu máximo sem preocupação, e achei isso na paiN. e por ser a longo prazo, isso pode ser benéfico em competição internacional. A gente precisa de algo mais sólido para o internacional. Algo que assombra o cenário brasileiro é termos muita inconstância, e isso se deve à oscilação de ego. Você faz um time muito bom, mas por algum motivo no dia antes do jogo, algo aconteceu internamente e estraga o clima.”


Nappon afirma que sempre quis jogar no paiN (Foto: Divulgação\paiN Gaming)

Um pedido de ambos para a direção da organização foi justamente que a line-up não contasse com nenhum jogador com o dito “ego inflado”. Nappon afirma que, de fato, não houve exatamente um pedido formal feito, porém, houve um consenso com todos os jogadores, comissão técnica e direção.

A reportagem perguntou ao Caçador o que sua parceria com Dioud, juntos há mais de um ano, poderia adicionar à nova equipe e sua nova casa: "A gente já desenvolveu uma sinergia dentro e fora de jogo. Eu já sei falar com o Dioud como resolver um problema. A gente tem um estilo de jogo que já desenvolveu."

O currículo de ambos também ajuda: O support foi o primeiro estrangeiro a vencer o CBLoL, e também participou da melhor campanha de um time brasileiro em Mundiais, com duas vitórias (Flash Wolves e CLG), além de ter conquistado de forma invicta o extinto International Wildcard Qualifier (IWCQ). Já Nappon traz em sua bagagem o título do 1º Split do CBLoL 2017, uma Fase de Entrada no Mid-Seaso n Invitational (MSI) e uma semifinal no 2º Split do mesmo ano.

Apesar do início não ter sido promissor (empate com Team One na estreia), ainda restam quatro semanas de Fase Regular do Circuito Desafiante. Se o que foi dito por ambos de realizar, os maiores frutos do paiN Gaming não serão colhidos este ano, mas sim, nos anos e Splits futuros. Porém, antes disso, a missão é reerguer a equipe de volta ao CBLoL.

O próximo compromisso é no dia 24 de julho, contra o Redemption, equipe recém chegada do Tier 3 que comprou a vaga do TShow.

 


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Tags: pain gaming, dioud, nappon, circuito desafiante 2018